Na corrida pelo voto, promessas e discursos reaparecem; eleitor precisa olhar além da propaganda e conhecer a trajetória de quem pede confiança.
Chegou o período eleitoral. É a época em que políticos reaparecem, abraçam desconhecidos, beijam crianças e descobrem, por uma conveniente iluminação democrática, que o povo existe.
É também quando o candidato que passou anos distante dos eleitores surge como personagem de conto de fada: humilde, trabalhador, preocupado com os problemas sociais e, naturalmente, disposto a “mudar o Brasil”.
A Bíblia traz uma frase que deveria estar estampada em todo santinho eleitoral: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). O problema é que, quando a verdade incomoda, muita gente prefere escondê-la debaixo do tapete.
Na política, a história se repete. Prometem combater privilégios, até descobrirem que alguns são “necessários”. Dizem que vão ouvir o povo, até que, depois da eleição, o povo passe a falar baixo demais para ser escutado.
E há uma parcela de responsabilidade do eleitor. Não basta ouvir a promessa. É preciso perguntar: de onde ela veio, quem está por trás dela e quem pagará a conta?
A cada eleição, surgem novos salvadores da pátria, novas fórmulas mágicas e velhas promessas com embalagem renovada. Troca-se o slogan, muda-se a fotografia e, às vezes, permanece exatamente o mesmo roteiro.
Por isso, antes de votar, talvez a pergunta mais importante não seja o que o candidato promete fazer, mas o que ele fez quando não precisava do voto.

Conhecer a trajetória, as alianças e os interesses de cada candidato é uma forma de reduzir o espaço para a fantasia.
Porque promessa eleitoral é discurso. Eleição é realidade.
E, depois que a urna fecha, não existe conto de fada capaz de corrigir uma escolha feita sem informação.
Redação Jornal OPS! Notícias


