País é o quinto maior emissor mundial do gás, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Rússia; agropecuária responde por 75,8% das emissões brasileiras.
O Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) um relatório com 37 soluções para reduzir as emissões de metano (CH₄) no Brasil. Considerado um dos gases que mais contribuem para o aquecimento global, o metano permanece menos tempo na atmosfera que o gás carbônico, mas tem potencial de aquecimento 28 vezes maior.
O Brasil é o quinto maior emissor mundial de metano, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Rússia. Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o país lançou 21 milhões de toneladas do gás na atmosfera em 2024.
As propostas do relatório estão divididas em quatro áreas: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas e energia. As medidas envolvem planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento.
Agropecuária concentra maior parte das emissões
A agropecuária responde pela maior parcela das emissões brasileiras. Foram 15,7 milhões de toneladas de metano em 2024, o equivalente a 75,8% do total.
Entre as 15 propostas para o setor estão mudanças no manejo de animais e resíduos, planejamento territorial, ampliação da assistência técnica e acesso ao crédito. Segundo os responsáveis pelo estudo, as medidas também podem contribuir para aumentar a produtividade e a eficiência na produção de alimentos.
Resíduos, florestas e energia
No setor de resíduos, o relatório defende melhorias na gestão de aterros sanitários, eliminação de lixões, ampliação da coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais.

Para a área de uso da terra e florestas, as propostas incluem aprimoramento do monitoramento, prevenção e combate a incêndios em áreas de vegetação nativa.
Já no setor de energia, as cinco medidas apresentadas miram principalmente a redução de vazamentos e desperdícios nas cadeias de petróleo, gás e carvão.
Para o coordenador do SEEG, David Tsai, o Brasil já dispõe de soluções para reduzir as emissões, mas precisa transformar esse conhecimento em ações coordenadas e em larga escala.
Fonte: ABN



