João José Bezerra já era investigado por uma denúncia de agressão em São Manuel; novo caso envolve sociedade rural em Cerqueira César
O padre João José Bezerra, que já era investigado pela Polícia Civil por suspeita de agredir uma mulher durante um suposto exorcismo em uma igreja de São Manuel (SP), também é alvo de investigação por um possível golpe financeiro envolvendo uma sociedade rural em Cerqueira César (SP).
Segundo a Polícia Civil, o novo inquérito foi aberto após uma mulher de 51 anos denunciar um prejuízo financeiro relacionado a um grupo informal voltado à criação de gado e atividades rurais. A vítima mantinha uma parceria com o padre e outro homem.
De acordo com o relato registrado à polícia, ela teria feito empréstimos bancários, transferências por Pix, assinado cheques e contratado financiamentos para custear despesas da sociedade. Os valores teriam sido repassados a João José sob a promessa de ressarcimento.
A mulher também afirmou que assinou contrato de arrendamento e financiou a compra de insumos agrícolas para a atividade. Segundo a Polícia Civil, o valor total do suposto prejuízo ainda não foi estimado, porque a investigação está em fase inicial.
Investigação por agressão
João José Bezerra também é investigado desde agosto de 2025, quando uma mulher denunciou ter sido agredida durante uma celebração na Paróquia Nossa Senhora Consolata, em São Manuel.
Segundo o boletim de ocorrência, o padre teria se apresentado aos fiéis como “exorcista”. Durante a celebração, a mulher teria entrado em estado de inconsciência e, conforme o relato, o sacerdote teria dado tapas, puxado seus cabelos e a arremessado contra um banco.
A vítima afirmou que pediu para que as agressões parassem e que outras pessoas precisaram intervir. Ela foi levada à Santa Casa de São Manuel, onde foram registrados hematomas no rosto, couro cabeludo e ombros.

Na época, a Arquidiocese de Botucatu informou que ajudou com as despesas médicas e abriu um procedimento interno. João José foi afastado do uso de ordem.
A arquidiocese também declarou que não havia sacerdote designado como exorcista e que, segundo as normas da Igreja, esse tipo de atividade depende de autorização expressa do bispo diocesano.
A reportagem procurou novamente a Arquidiocese de Botucatu para saber qual é a situação atual do padre dentro da Igreja Católica, mas não havia recebido resposta até a publicação das informações.
Fonte: G1



