Segurança pública: Haddad e Tarcísio defendem tecnologia, mas divergem sobre investigação e câmeras

Duas estratégias, um dos principais desafios de São Paulo.

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Planos dos candidatos ao governo de São Paulo têm propostas semelhantes contra o crime organizado, mas apresentam diferenças na atuação policial e no monitoramento.

A segurança pública é uma das prioridades dos planos de governo de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparecem na liderança das pesquisas para o governo de São Paulo. Os dois candidatos defendem mais tecnologia, inteligência artificial, integração de dados, combate ao crime organizado e políticas de proteção às mulheres.

A principal diferença está na estratégia. Haddad prioriza investigação, controle da atividade policial e transparência dos indicadores. Tarcísio aposta na ampliação de sistemas de monitoramento, policiamento ostensivo baseado em dados e estruturas já criadas durante sua gestão.

Crime organizado

Haddad propõe uma Agência Estadual Antifacção, reunindo forças de segurança, Receita Estadual, Ministério Público e órgãos de controle. A ideia é integrar informações e atacar o patrimônio das organizações criminosas.

O candidato também prevê uma força-tarefa permanente no Porto de Santos, com órgãos estaduais e federais, para combater o tráfico internacional de drogas.

Tarcísio defende ampliar investigações patrimoniais e análises financeiras, além do compartilhamento de informações com órgãos nacionais e internacionais. O plano também propõe articulação entre estados do Sul e Sudeste para endurecer a legislação contra facções.

Proteção às mulheres

Os dois candidatos defendem ampliar o atendimento às vítimas de violência doméstica. Haddad propõe Delegacias da Mulher 24 horas nas regiões de maior demanda e uma plataforma para identificar sinais de risco e acompanhar vítimas.

Tarcísio pretende ampliar as unidades com funcionamento ininterrupto e manter programas como o SP Mulher Segura e a patrulha especializada da Polícia Militar.

Tecnologia e câmeras

A tecnologia aproxima os dois programas. Haddad quer integrar dados de ocorrências, chamadas do 190, câmeras e leitores de placas para reforçar investigações e criar um Placar da Segurança, com indicadores de criminalidade e esclarecimento de crimes.

Tarcísio prevê transformar o atual Centro Integrado de Comando e Controle no SP CIN e ampliar a Muralha Paulista, com a meta de conectar mais de 160 mil equipamentos em dois anos.

A divergência mais clara está nas câmeras corporais da PM. Haddad promete retomar a gravação contínua durante todo o turno policial. Tarcísio defende a manutenção do modelo atual, no qual o equipamento pode ser acionado pelo policial ou remotamente.

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Sistema prisional

Os dois defendem trabalho e qualificação profissional para presos e medidas contra a atuação de facções dentro das unidades.

Haddad propõe separar detentos por perfil criminológico, fortalecer a inteligência penitenciária e ampliar unidades prisionais produtivas. Também prevê acompanhamento social, de saúde e profissional nos primeiros 12 meses após a saída da prisão.

Tarcísio aposta na expansão das oficinas de trabalho, qualificação profissional e integração do sistema penitenciário ao SP CIN para combater comunicações ilícitas.

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad durante debate para

governador de SP na Globo em 2022 — Foto: Reprodução

Fonte: G1

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