Empresa ligada ao Banco Master ficou habilitada por mais de três anos no governo paulista e passou por dois recadastramentos
A PKL One, responsável pelo Credcesta, ligado ao Banco Master, movimentava cerca de R$ 25 milhões por mês em empréstimos consignados para servidores do Estado de São Paulo, segundo documentos oficiais e declarações do governador Tarcísio de Freitas.
Credenciada em 2022, ainda no governo Rodrigo Garcia, a empresa permaneceu habilitada durante mais de três anos da gestão Tarcísio e passou por dois ciclos de recadastramento. O código de desconto foi suspenso em fevereiro de 2026, três meses após a liquidação do Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro.
Tarcísio negou favorecimento e afirmou que o credenciamento não depende da decisão do governador. Segundo ele, a PKL representava entre 3% e 5% das operações de consignado, enquanto o Banco do Brasil concentrava cerca de 52%.
O governador também destacou que os servidores escolhem livremente entre as instituições habilitadas. A declaração ocorre em meio à informação de que Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, doou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio em 2022.
O Credcesta já era alvo de reclamações de servidores municipais de São Paulo desde 2023. A AproFEM relatou à Prefeitura supostas irregularidades no serviço. O município afirma que outras instituições foram posteriormente credenciadas.

Após a liquidação do Banco Master, o governo paulista suspendeu novos contratos da PKL. Tarcísio afirmou que contratos antigos continuam válidos e que os descontos seguem até o cumprimento das obrigações.
Cronologia
Maio de 2022: PKL é credenciada no governo Rodrigo Garcia.
Janeiro de 2023: Tarcísio assume o governo.
Abril de 2023: sindicato relata reclamações à Prefeitura.
Novembro de 2023: PKL passa pelo primeiro recadastramento.
Maio de 2025: empresa aparece novamente no recadastramento.
18/11/2025: Vorcaro é preso e Banco Master é liquidado pelo BC.
19/02/2026: suspensão do código da PKL passa a valer.
Fonte: G1



