Médico que ajudou PCC a executar paciente em hospital é condenado a 20 anos

Júri condena envolvidos em execução dentro de hospital.

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Alexandre Pedroso estava de plantão no Hospital Santo Amaro; outros dois réus foram condenados a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio

O médico ortopedista Alexandre Pedroso Ribeiro foi condenado a 20 anos e cinco meses de prisão, em regime inicial fechado, pela participação na execução de Gilianderson dos Santos dentro do Hospital Santo Amaro, em Guarujá, em abril de 2022. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

O julgamento ocorreu entre quarta-feira (9) e quinta-feira (10), no Fórum de Guarujá. Também foram condenados Sandro Vieira Conceição, apontado como autor dos disparos, e Vitor Hugo Assunção, acusado de conduzir a motocicleta usada na ação.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o crime teria sido determinado por um chamado “tribunal do crime” ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A polícia apurou que Gilianderson era acusado pela facção de ter estuprado uma mulher. A suposta vítima, porém, nunca foi localizada e a acusação não foi confirmada pela investigação.

Execução dentro do hospital

Gilianderson havia sido baleado em um atentado dias antes e levado ao Hospital Santo Amaro. Segundo a investigação, os criminosos foram até a unidade para concluir a execução.

Câmeras de segurança registraram dois homens de capacete entrando no hospital e atirando contra a vítima, que estava em uma cadeira de rodas.

A polícia afirma que Alexandre Pedroso, que estava de plantão no setor de ortopedia, teria antecipado a alta hospitalar do paciente e o conduzido até uma saída de emergência, mantendo contato com os criminosos. Sandro Vieira Conceição teria efetuado os disparos e chegado ao local na garupa da motocicleta conduzida por Vitor Hugo Assunção.

Os três réus foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

AgênciaModerna

Penas

  • Alexandre Pedroso Ribeiro: 20 anos e 5 meses de prisão e 16 dias-multa;
  • Sandro Vieira Conceição: 22 anos, 4 meses e 24 dias de prisão e 16 dias-multa;
  • Vitor Hugo Assunção: 23 anos e 14 dias de prisão e 16 dias-multa.

Todos receberam regime inicial fechado. Segundo o delegado Thiago Bonametti, Vitor recebeu uma pena maior porque teria tentado fugir da prisão e feito ameaças a policiais.

Defesa

A advogada Tatiana La Scala, que representa Alexandre Pedroso, afirmou que a defesa considera a sentença contrária às provas apresentadas no processo e pretende apresentar recurso de apelação.

Até a última atualização da reportagem, não haviam sido localizados os advogados dos outros dois condenados para manifestação.

Fonte G1

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