Caso Master amplia crise no STF e envolve suspeitas sobre Toffoli, Moraes e Flávio Bolsonaro

Caso Master amplia a crise nos bastidores do STF.

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Investigações sobre o Banco Master atingem ministros do Supremo e colocam Flávio Bolsonaro no centro de apuração relacionada ao filme “Dark Horse”

O caso envolvendo o Banco Master ganhou novas dimensões nesta semana após a retirada de parte do sigilo das investigações e passou a envolver, em diferentes frentes, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A crise teve origem na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. O Banco Central havia determinado a liquidação extrajudicial da instituição após barrar a venda para o Banco de Brasília (BRB).

Com o avanço das investigações, três frentes passaram a concentrar as atenções: as suspeitas envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e a apuração sobre recursos destinados ao filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que envolve Flávio Bolsonaro.

Toffoli

Dias Toffoli assumiu inicialmente a relatoria do caso no STF após determinar a transferência dos processos que tramitavam na Justiça Federal. Documentos posteriormente tornados públicos mostram que a decisão ocorreu depois de manifestação da PF informando que, naquele momento, não havia encontrado indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

A atuação de Toffoli passou a ser questionada após a divulgação de informações sobre contatos com pessoas ligadas ao Master e relações empresariais envolvendo familiares do ministro.

Em setembro, documentos liberados no caso voltaram a levantar questionamentos sobre sua atuação. As suspeitas são contestadas por Toffoli.

Moraes

Outra frente envolve Alexandre de Moraes. Documentos divulgados nesta semana confirmaram a existência de um contrato de 2024 entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

O acordo previa pagamentos de aproximadamente R$ 131 milhões em três anos por serviços de consultoria estratégica, compliance e representação jurídica. Um segundo contrato, de cerca de R$ 50 milhões, teria sido discutido, mas não formalizado.

Também foram divulgadas mensagens entre Vorcaro e um interlocutor identificado nas investigações como Moraes. O conteúdo alimentou novos questionamentos sobre a relação entre o ministro e o banqueiro. Moraes nega irregularidades.

A divulgação dos documentos agravou o conflito entre Moraes e o relator do caso, André Mendonça. Nesta sexta-feira (11), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou o levantamento integral do sigilo após pedidos da Procuradoria-Geral da República e de Moraes.

Flávio Bolsonaro e o filme “Dark Horse”

A terceira frente envolve Flávio Bolsonaro e o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.

AgênciaModerna

Segundo documentos da investigação, Daniel Vorcaro destinou ao menos R$ 61 milhões para a produção. O caso levou à abertura de uma investigação contra Flávio Bolsonaro por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades.

A investigação sobre o filme foi desmembrada do processo principal do Banco Master. O procedimento permanece sob sigilo para preservar diligências ainda em andamento, segundo decisão de André Mendonça.

O caso ocorre em meio à disputa presidencial de 2026, na qual Flávio aparece entre os principais candidatos da oposição. As investigações, porém, ainda estão em andamento e não representam condenação ou comprovação definitiva das suspeitas.

Crise no STF

A sucessão de revelações transformou o caso Master em uma das maiores crises recentes do STF. Além das suspeitas envolvendo ministros, a disputa entre Moraes e Mendonça passou a incluir acusações sobre a condução das investigações e o acesso a informações produzidas pela Polícia Federal.

O presidente da Corte, Edson Fachin, tem atuado para controlar o conflito interno e determinou a ampliação do acesso aos documentos do caso.

A partir da quebra de sigilo, novas informações devem ser analisadas pelos investigadores e pelos próprios ministros antes de qualquer conclusão definitiva sobre as suspeitas.

Fonte: IG Notícias

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