Previsão do tempo para terça-feira (15): temperaturas ficam mais amenas em São Paulo

Chuva diminui, mas o alerta continua: solo encharcado exige atenção.

5 Tempo de Leitura
Highlights
  • previsão do tempo , chuva , temperaturas amenas , São Paulo , Defesa Civil , alagamentos , deslizamentos , solo encharcado , setembro chuvoso

Sistema de instabilidade se afasta gradualmente, mas ainda provoca pancadas de chuva, raios e rajadas de vento; solo encharcado mantém risco de alagamentos e deslizamentos

A previsão do tempo para esta terça-feira (15) indica temperaturas mais amenas em todo o Estado de São Paulo, devido à maior nebulosidade e à entrada de ar mais frio.

O sistema meteorológico responsável pelas instabilidades começa a se afastar gradualmente, mas ainda deve provocar chuvas moderadas, principalmente em forma de pancadas isoladas acompanhadas de raios e rajadas ocasionais de vento.

Na faixa leste paulista, a circulação marítima mantém a possibilidade de chuva fraca e persistente.

Como o solo permanece encharcado após os elevados volumes registrados nos últimos dias, continuam os riscos de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas consideradas vulneráveis.

Em situações de emergência, a orientação é ligar para a Defesa Civil, pelo 199, ou para o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

São Paulo tem setembro mais chuvoso desde 1943

A capital paulista registrou, nos primeiros 14 dias de setembro, o mês mais chuvoso para o período desde o início da série histórica, em 1943.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado no Mirante de Santana chegou a 253,8 milímetros até as 9h desta segunda-feira (14).

O volume já representa cerca de três vezes a média climatológica de todo o mês, que é de 83,3 milímetros.

O acumulado ainda é parcial e pode aumentar até o fim de setembro.

Com o volume registrado em 2026, a capital superou o antigo recorde para o mês, de 243,1 milímetros, registrado em 1983.

Série histórica de setembro no Mirante de Santana

  • 2026: 253,8 mm, até as 9h de 14 de setembro
  • 1983: 243,1 mm
  • 1993: 206,7 mm
  • 2015: 201,7 mm
  • 1957: 197,2 mm

Segundo o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto, novos episódios de chuva podem elevar ainda mais o acumulado até o final do mês.

Chuva também supera médias em outras regiões

Os volumes elevados não estão restritos à capital.

Em Campinas, foram registrados 257,2 milímetros entre 1º e 13 de setembro. O volume equivale a 3,1 vezes a média mensal de 83,7 milímetros e já representa o maior acumulado para setembro desde o início da série histórica, em 1961.

Em Registro, o acumulado chegou a 185,3 milímetros até o dia 13, quase o dobro da média de setembro, de 93,6 milímetros. O resultado coloca 2026 como o terceiro setembro mais chuvoso da série histórica local.

AgênciaModerna

Em São José dos Campos, foram 161 milímetros, o equivalente a 2,1 vezes a média mensal de 76 milímetros. O volume é o terceiro maior para setembro desde 1977.

Na Baixada Santista, o acumulado chegou a 232,7 milímetros, cerca de 1,8 vez a média climatológica de 128,4 milímetros.

Já em Bauru, foram 118,8 milímetros, aproximadamente 1,9 vez a média mensal de 62,8 milímetros.

Todos os números são parciais e podem aumentar até o fim do mês.

Previsão para terça e quarta-feira

Na terça-feira (15), o afastamento gradual do sistema meteorológico reduz as instabilidades, mas ainda são esperadas pancadas de chuva em diferentes regiões do Estado.

Na faixa leste, a circulação marítima continuará favorecendo chuva fraca e persistente. A entrada de ar mais frio e a presença de muitas nuvens devem manter as temperaturas mais baixas.

Na quarta-feira (16), o sistema responsável pelas instabilidades já estará afastado de São Paulo. Ainda assim, a faixa leste poderá registrar chuva fraca e persistente devido à circulação marítima.

Mesmo com a diminuição das instabilidades, a atenção permanece para os impactos das chuvas acumuladas. O solo encharcado mantém o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente em áreas mais vulneráveis.

Monitoramento

Desde sexta-feira (11), o Gabinete de Crise está mobilizado presencialmente na sede da Defesa Civil de São Paulo para acompanhar os efeitos das chuvas no Estado.

O grupo reúne representantes do Governo de São Paulo, concessionárias de energia, água e gás, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), agências reguladoras, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária.

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Fonte: Agência SP

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia