Presidente rejeitou classificação de PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas e anunciou ações integradas de segurança no Rio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta sexta-feira (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o norte-americano afirmar que o Brasil não conseguiu enfrentar o PCC e o Comando Vermelho, classificados pelos EUA como organizações terroristas.Durante um evento de segurança pública no Rio de Janeiro, Lula defendeu a retomada de territórios controlados por criminosos e rejeitou a classificação feita pelo governo norte-americano.O presidente também afirmou que o Brasil precisa reforçar a vigilância sobre áreas estratégicas, como a margem equatorial e o pré-sal, mencionando interesses relacionados a petróleo e minerais críticos.O encontro reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal. Foram apresentados acordos voltados ao combate ao roubo de cargas, à redução do controle territorial de organizações criminosas e à capacitação da Guarda Municipal do Rio.A proposta de integração inclui ações em importantes vias da região metropolitana, como Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela, além de áreas de acesso ao Porto e ao Aeroporto Internacional.Lula afirmou que o Rio pode servir como referência para ações conjuntas de segurança em outras regiões do país.O governador em exercício, Ricardo Couto, também defendeu a atuação brasileira no combate ao crime, afirmando que o país tem condições de conduzir suas próprias políticas de segurança sem tutela externa.A declaração ocorre após Trump incluir críticas ao Brasil em documento enviado ao Congresso dos EUA. O governo norte-americano já havia designado PCC e Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, em maio, medida que entrou oficialmente em vigor em junho.No Brasil, o Ministério da Justiça contestou as críticas e citou operações contra o crime organizado e a Lei Antifacção, sancionada em 2026, como parte das ações adotadas pelo governo.
Fonte: ABN



