
Reportagem da revista Der Stern aborda a presença de integrantes da família Bolsonaro na política brasileira e compara a dinastia com outras famílias políticas.
A presença de integrantes da família Bolsonaro na política brasileira ganhou destaque em uma reportagem publicada pela revista alemã Der Stern nesta semana, às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
- Reportagem da revista Der Stern aborda a presença de integrantes da família Bolsonaro na política brasileira e compara a dinastia com outras famílias políticas.
- Família Bolsonaro aparece no centro da reportagem
- Comparação com os Trumps
- Jair Bolsonaro e as decisões judiciais
- O papel do sobrenome na política
Com o título que, em tradução livre, compara os Trumps a uma “família boazinha do subúrbio” diante dos Bolsonaros, a reportagem aborda a quantidade de integrantes do grupo familiar que construíram carreiras políticas e a influência do sobrenome nas disputas eleitorais.
A publicação também compara a família brasileira com outras dinastias políticas internacionais, citando, entre outros exemplos, os Bush, nos Estados Unidos, e os Le Pen, na França.
Segundo a Stern, a presença de tantos integrantes de uma mesma família na política brasileira seria um caso incomum em comparação com outras famílias políticas analisadas pela revista. A reportagem ouviu a socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB), que afirmou, segundo o texto, que dinastias políticas também existem em outros países, mas geralmente em escala regional e com menos integrantes.
Família Bolsonaro aparece no centro da reportagem
A reportagem apresenta diversos integrantes da família Bolsonaro envolvidos na política ou em disputas eleitorais.
Entre os nomes citados estão Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República; Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado; Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal; e Michelle Bolsonaro, que disputa uma vaga no Senado.
O TSE informa que 12 candidaturas foram registradas para a disputa pela Presidência da República em 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
A revista também menciona outros candidatos que utilizam o sobrenome Bolsonaro sem necessariamente possuir relação de parentesco com o ex-presidente. Segundo a publicação, o uso do nome pode contribuir para ampliar a identificação eleitoral.
Comparação com os Trumps
Um dos principais pontos da reportagem é a comparação entre as famílias Bolsonaro e Trump.
A Stern sustenta que a presença de integrantes da família brasileira na política seria particularmente extensa e utiliza uma linguagem crítica para descrever o fenômeno. Essas caracterizações pertencem à publicação alemã e não constituem uma classificação oficial ou uma conclusão acadêmica sobre as duas famílias.
A reportagem também aborda a trajetória de Flávio Bolsonaro, destacando sua origem familiar e sua carreira política. A revista questiona, em termos críticos, a construção de sua imagem como político antissistema, argumentando que ele pertence a uma família que já ocupa espaço relevante na política brasileira.
O texto estabelece ainda um contraste entre as trajetórias de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ressaltando as origens profissionais e familiares distintas dos dois políticos.
Jair Bolsonaro e as decisões judiciais
A reportagem também trata da situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Bolsonaro e outros sete réus da Ação Penal 2668 por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A pena de Bolsonaro foi fixada em 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.
Em novembro de 2025, o STF determinou o início do cumprimento das penas dos condenados do chamado Núcleo 1. No caso de Bolsonaro, a decisão registrou o início do cumprimento da pena e a custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.
A defesa do ex-presidente posteriormente apresentou uma revisão criminal ao STF, buscando anular a condenação definitiva. O pedido foi protocolado em maio de 2026.
A situação judicial também alcançou Eduardo Bolsonaro. Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o tribunal, a condenação está relacionada à atuação do ex-deputado para interferir no julgamento da ação penal envolvendo seu pai.
O papel do sobrenome na política
Outro eixo da reportagem é a discussão sobre o peso de sobrenomes conhecidos nas eleições brasileiras.
A Stern apresenta a família Bolsonaro como um caso de forte concentração familiar na política e compara o fenômeno com outras famílias que também construíram trajetórias eleitorais ao longo de gerações.
A publicação também discute os incentivos econômicos e políticos relacionados à atividade parlamentar e apresenta críticas ao sistema político brasileiro. Essas afirmações são apresentadas pela própria revista e não devem ser confundidas com dados oficiais sobre remuneração, patrimônio ou corrupção de todos os políticos brasileiros.
O primeiro turno das Eleições 2026 ocorre em 4 de outubro. Os eleitores escolherão presidente e vice-presidente, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Se houver segundo turno para os cargos correspondentes, a votação será em 25 de outubro.
Fonte: IG Notícias



