
Eventual vitória de Flávio Bolsonaro abre debate sobre mudanças no STF, na Constituição e em políticas públicas
O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno das eleições presidenciais aumentou a expectativa entre aliados do candidato sobre uma eventual vitória no segundo turno, marcado para o dia 25.
O cenário também alimentou discussões sobre a composição de um possível governo e mudanças em instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os nomes citados como possíveis integrantes da Corte estão a desembargadora Mariana Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e o empresário e influenciador Pablo Marçal.
O deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato, também é mencionado como possível nome para o Ministério das Relações Exteriores.
Medidas em discussão
O texto também reúne propostas e declarações atribuídas ao campo bolsonarista, entre elas mudanças na Constituição, reforma do Judiciário, alterações em programas sociais e flexibilização de normas ambientais.
Também são citadas questões relacionadas a apostas eletrônicas, acordos climáticos, campanhas de vacinação e políticas voltadas aos povos indígenas.
Uma proposta envolvendo a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil chegou a ser atribuída a Flávio Bolsonaro, mas foi posteriormente negada pelo candidato após a repercussão.
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes
Outro ponto destacado é a possibilidade de um eventual governo de Flávio Bolsonaro conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão.

O texto ainda aponta para a possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, frequentemente criticado por integrantes do bolsonarismo.
Nesta quarta-feira (7), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a atacar Moraes. Em entrevista ao Metrópoles, afirmou que o ministro deveria enfrentar “impeachment e a cadeia” e o associou ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O cenário descrito reúne declarações políticas e propostas que ainda dependem de decisões eleitorais, institucionais e, em diversos casos, de aprovação pelo Congresso ou de procedimentos previstos na Constituição.
Fonte: IG Notícias



