
Em ato de campanha em Natal, presidente criticou a proposta de cortes atribuída ao adversário do PL e pediu mobilização de eleitores para o segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou neste sábado (10) a proposta de “tesouraço” anunciada pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL). Durante um ato de campanha em Natal, no Rio Grande do Norte, Lula afirmou que os cortes prometidos pelo senador poderão atingir programas sociais, universidades e institutos federais.
Em passeata pelo bairro do Alecrim, na Zona Leste da capital potiguar, o petista citou iniciativas como Bolsa Família, Farmácia Popular, Pé-de-Meia e Minha Casa, Minha Vida. Segundo Lula, a redução de recursos para essas políticas prejudicaria a população de baixa renda.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem negado que pretenda cortar programas sociais. O candidato do PL afirma que a economia viria de uma reforma administrativa, do enxugamento da máquina pública e da redução de cargos comissionados. De acordo com o relato, especialistas questionam o potencial de economia dessas medidas.
Crítica à relação com os Estados Unidos
Durante a passeata, Lula também beijou uma bandeira do Brasil e criticou a relação política de Flávio Bolsonaro com os Estados Unidos. O presidente afirmou que, enquanto seu grupo demonstra apoio ao símbolo nacional, o adversário e seus aliados “beijam a bandeira dos EUA”.
Em declarações anteriores, Lula acusou o candidato do PL de poder favorecer interesses norte-americanos sobre recursos minerais brasileiros caso seja eleito. O petista também criticou o que considera tentativas de interferência do governo dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Apelo para reduzir a abstenção

Na primeira agenda de campanha fora do Distrito Federal neste segundo turno, Lula pediu aos apoiadores que convençam eleitores que não votaram no primeiro turno a comparecer às urnas em 25 de outubro.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. A abstenção foi a maior registrada desde 1998, conforme os dados citados na reportagem.
A disputa presidencial segue marcada por divergências sobre programas sociais, gastos públicos e a política externa brasileira.
Fonte ABN



