Inteligência Artificial aproxima cientistas de recriar o dodô, ave extinta há quase 400 anos

A tecnologia tenta reconstruir uma espécie que a humanidade ajudou a desaparecer.

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  • Dodô , Inteligência Artificial , Desextinção , Colossal , DNA , Genomorph , Ciência , Engenharia genética , Maurício
Dra Marcela Paiva

Empresa identifica 2.300 alvos genéticos para reproduzir características da espécie e pretende devolver uma ave semelhante ao dodô à ilha de Maurício

A ciência deu mais um passo na tentativa de trazer de volta uma das aves extintas mais conhecidas do mundo. A empresa de biotecnologia Colossal anunciou, na quarta-feira (14), avanços no projeto de recriação do dodô, espécie que desapareceu há quase 400 anos após a chegada dos humanos à ilha de Maurício, no Oceano Índico.

A novidade envolve uma ferramenta de Inteligência Artificial chamada Genomorph, que identificou cerca de 2.300 alvos no DNA relacionados às características físicas da ave, incluindo o formato do bico e a estrutura do crânio.

Os pesquisadores já conseguiram sequenciar aproximadamente 95% do genoma do dodô. O desafio, agora, é compreender as informações ausentes e identificar quais alterações genéticas seriam necessárias para reproduzir sua aparência.

Para isso, a empresa utiliza como referência o pombo-de-nicobar, considerado o parente vivo mais próximo do dodô. A proposta é editar geneticamente células dessa ave para desenvolver um animal com características semelhantes às da espécie extinta.

Mas há uma diferença importante: não se trata de ressuscitar exatamente o dodô original, e sim de criar uma versão geneticamente modificada que reproduza seus principais traços. Ainda não existe previsão para o nascimento do primeiro exemplar.

Uma ave que desapareceu pela ação humana

Com cerca de um metro de altura e peso estimado em até 23 quilos, o dodô não voava e vivia exclusivamente na ilha de Maurício. Sem predadores naturais, apresentava pouca resistência à aproximação humana.

A caça e a introdução de espécies invasoras contribuíram para sua extinção. O último registro conhecido de um exemplar vivo é de 1662.

AgênciaModerna

Além do dodô, a Colossal desenvolve projetos envolvendo outras espécies desaparecidas, como o mamute-lanoso, o tigre-da-Tasmânia, o antílope-azul e o moa.

A chamada desextinção, no entanto, continua provocando debates científicos, éticos e ambientais sobre os limites da engenharia genética e os impactos da possível reintrodução desses animais na natureza.

Fonte: IG Notícias

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