Justiça manda demolir prédio de construtora investigada por seis mortes em SP

Segurança em primeiro lugar: Justiça determina demolição para evitar nova tragédia.

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  • DEMOLIÇÃO EMERGENCIAL , NEW HOME , JUSTIÇA DE SP , RISCO DE DESABAMENTO , SEIS MORTES , ZONA LESTE , OBRA ABANDONADA , INVESTIGAÇÃO POLICIAL , SEGURANÇA ESTRUTURAL , DEZ DIAS
Dra Marcela Paiva

Obra abandonada na Zona Leste apresenta risco iminente de desabamento. Prefeitura tem até dez dias para executar a demolição emergencial.

A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura da capital realize, em até dez dias, a demolição de um prédio da construtora New Home, localizado na Avenida Padres Olivetanos, nº 455, na Vila Esperança, Zona Leste. A empresa também é investigada pelo desabamento de outra construção que matou seis pessoas na Penha, em setembro.

A decisão do juiz Alberto Carlos Nogueira Costa, da 2ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, aponta graves problemas estruturais na obra abandonada, incluindo vigas sem concretagem, ferragens corroídas e risco iminente de ruína.

O imóvel fica ao lado de uma escola infantil, que precisou suspender suas atividades devido aos riscos e danos provocados pela construção.

A ordem judicial autoriza a contratação emergencial de uma empresa para realizar a demolição, sem necessidade de licitação. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 5 mil a R$ 100 mil.

A Prefeitura informou que já foi notificada e prepara o cronograma dos trabalhos.

Construtora é investigada por tragédia

A New Home também está ligada ao prédio que desabou em 12 de setembro, na Rua Tequici, deixando seis mortos.

Cristiano Salgado Vivaqua e Isis de Freitas Rodrigues Brandão: o casal responsável pela obra que desabou na Penha, Zona Leste de São Paulo. 

O engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua e a empresária Isis de Freitas Rodrigues Brandão tiveram a prisão preventiva decretada e continuam sendo procurados pela polícia. A defesa contesta a condição de foragidos e afirma que ambos pretendem colaborar com as investigações.

AgênciaModerna

Ronaldo dos Santos Vivaqua, Cristiano Salgado Vivaqua e Isis de Freitas Rodrigues Brandão: os três responsáveis pela obra que desabou na Penha

Além das mortes, a Polícia Civil apura denúncias de possíveis golpes imobiliários envolvendo a New Home e a Hastiforme. Cerca de 20 compradores relatam prejuízos superiores a R$ 4 milhões por imóveis não entregues.

Após a tragédia, a Prefeitura determinou a suspensão cautelar de 29 empreendimentos ligados às empresas.

Viviane Rodrigues de Palma, a servidora da subprefeitura da Penha, na Zona Leste de SP, afastada por 120 dias. — Fotos: Reprodução

Fonte: g1 e informações da Prefeitura de São Paulo.

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