Campanha Vote Segura apresenta 11 propostas para combater a violência contra mulheres

Segurança para mulheres exige prevenção e políticas efetivas.

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  • Vote Segura , mulheres , violência de gênero , feminicídio , Rede Justiça Criminal , políticas públicas
Dra Marcela Paiva

Guia da Rede Justiça Criminal orienta parlamentares sobre políticas públicas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero.

A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, iniciativa que busca fortalecer políticas de segurança voltadas às mulheres. A campanha apresenta um guia com 11 recomendações para orientar parlamentares na elaboração de projetos de lei, programas de mandato, ações de fiscalização e articulações políticas.

A iniciativa pretende qualificar o debate público e apoiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra as mulheres.

Segundo dados citados pela campanha, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no Brasil em 2025. O número representa pelo menos quatro mulheres assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.

Guia reúne 11 recomendações para parlamentares

O material da campanha Vote Segura apresenta diretrizes para a construção de políticas públicas permanentes, com foco na prevenção da violência, na transparência e na avaliação dos resultados.

Confira as 11 recomendações:

  1. Priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização dos autores de violência.
  2. Estruturar políticas públicas permanentes.
  3. Fortalecer a coordenação entre os entes federativos.
  4. Promover a integração entre diferentes políticas públicas.
  5. Basear decisões em evidências e dados confiáveis.
  6. Incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação.
  7. Fortalecer a transparência e o controle social.
  8. Estabelecer critérios objetivos para o acesso a recursos públicos.
  9. Adotar uma perspectiva de direitos humanos que contemple também as mulheres.
  10. Buscar resultados concretos e mensuráveis.
  11. Evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.

As recomendações procuram estimular medidas que vão além de ações pontuais, priorizando estratégias contínuas e avaliadas a partir de seus resultados.

Medo da violência afeta a rotina das mulheres

A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que a insegurança influencia diretamente as decisões e os hábitos das mulheres brasileiras.

Segundo ela, muitas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite e adotam medidas adicionais para tentar se proteger.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça”, afirmou.

AgênciaModerna

A campanha defende que o enfrentamento à violência de gênero considere ações preventivas e políticas públicas capazes de identificar e reduzir os fatores que contribuem para a ocorrência de agressões.

Participação política e segurança das mulheres

As mulheres representam 51,5% da população brasileira, estimada em 213,4 milhões de habitantes, conforme os dados citados no material da campanha.

Nesse contexto, a Vote Segura busca ampliar o debate sobre a responsabilidade do Poder Legislativo na formulação, fiscalização e avaliação de políticas de segurança pública.

O guia completo pode ser consultado no site oficial da campanha: Vote Segura. Mais informações sobre a organização estão disponíveis na página da Rede Justiça Criminal.

Fonte: ABN

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