
Líder norte-coreano atravessou nova ponte sobre o rio Yalu e foi recebido por autoridade chinesa em meio ao fortalecimento das relações entre os dois países.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, apareceu publicamente neste sábado (24), durante uma visita à cidade chinesa de Dandong, na fronteira entre os dois países. Imagens divulgadas pela televisão estatal chinesa mostraram Kim caminhando pela nova ponte sobre o rio Yalu, inaugurada neste mês.
Kim foi acompanhado por Wang Huning, um dos principais dirigentes políticos da China. Segundo a agência estatal Xinhua, Wang transmitiu ao líder norte-coreano as saudações e os melhores votos do presidente chinês, Xi Jinping. A visita também foi confirmada à Reuters por fontes do governo sul-coreano.
A aparição ocorre após rumores sobre a suposta morte de Kim. Um dissidente chinês afirmou, sem apresentar provas, que o líder teria sofrido uma hemorragia cerebral e morrido em um hospital de Pequim. A divulgação das imagens, porém, mostrou Kim em deslocamento pela região fronteiriça.
Visita em meio a datas estratégicas
A viagem coincide com o aniversário da entrada da China na Guerra da Coreia, conflito ocorrido entre 1950 e 1953, quando tropas chinesas lutaram ao lado dos norte-coreanos contra a Coreia do Sul e forças das Nações Unidas lideradas pelos Estados Unidos. Ainda não há confirmação sobre a participação de Kim nas cerimônias comemorativas.
A visita também ocorre às vésperas de uma reunião política importante em Pequim, prevista para segunda-feira (26), quando Xi Jinping e outras autoridades participarão de uma sessão plenária do Comitê Central do Partido Comunista Chinês.
Nova ponte pode ampliar comércio
A ponte de quatro pistas sobre o rio Yalu foi concluída em 2014, mas permaneceu sem uso por 12 anos devido à falta de acessos rodoviários e de instalações alfandegárias no lado norte-coreano.

China e Coreia do Norte esperam que a estrutura amplie a circulação de pessoas e fortaleça a cooperação econômica e comercial. Pequim é o principal parceiro comercial de Pyongyang e uma fonte essencial de apoio diplomático e econômico ao país, que possui armas nucleares.
A abertura ocorre em um momento de aproximação da Coreia do Norte com a Rússia, que também inaugurou recentemente uma ponte rodoviária com o país asiático. Analistas apontam que, enquanto a relação com Moscou envolve principalmente cooperação militar, o comércio com a China é fundamental para abastecer a economia civil norte-coreana.
Fonte: IG Notícias



