Tarcísio recorre ao stf contra decisão favorável à refit no rio

Jornal Ops! Notícias
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Dra Marcela Paiva

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, busca apoio no Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a uma disputa tributária que envolve a Refit, empresa do setor de combustíveis. Tarcísio se reuniu nesta terça-feira com o presidente do STF, Edson Fachin, para expressar sua preocupação com uma liminar concedida pela desembargadora Sirley Abreu Biondi, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo o governador, a decisão judicial interfere diretamente na política tributária de São Paulo, beneficiando a distribuidora Rodopetro, que está ligada à Refit e possui uma dívida de R$ 9,8 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o estado paulista.

A Refit já enfrentou problemas com a Receita Federal, tendo sido interditada sob suspeita de operar como uma refinaria fantasma. No entanto, a empresa conseguiu reverter a interdição por meio de outra decisão judicial, proferida pelo desembargador Guaracy Vianna, também do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas intensificou a fiscalização sobre a Refit, classificando-a como devedora contumaz e implementando o regime especial de devedor solidário. Essa medida exige que os postos de combustível que adquirem produtos da Rodopetro, comprovem o pagamento do ICMS pela distribuidora. Caso contrário, a dívida é transferida para o estabelecimento, que pode ser interditado. O Instituto Combustível Legal considera a Rodopetro parte do grupo Refit.

A situação no Rio de Janeiro apresenta um cenário contrastante. O governo estadual, por meio da Procuradoria Geral do Estado, solicitou a reabertura da Refit, em um movimento oposto ao adotado por São Paulo. A Refit possui uma dívida de R$ 13 milhões em ICMS com o estado do Rio.

AgênciaModerna

Adicionalmente, dois diretores da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que participaram da inspeção que resultou na interdição da refinaria estão sendo processados pela Refit. Os diretores respondem a uma queixa-crime na Polícia Federal, um processo cível buscando indenização por prejuízos e um pedido para que sejam considerados suspeitos em decisões relacionadas à empresa. A ANP informou que ainda não há previsão para julgar o pedido.

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