A Polícia Civil do Espírito Santo está aprofundando a investigação sobre o trágico acidente que vitimou a engenheira Mariani Gambarini Vassoler, de 31 anos, na noite de sexta-feira, 19 de dezembro, na rodovia ES-297, em um trecho da zona rural de Mimoso do Sul. O foco principal das autoridades é determinar se uma prancha de surf, que era transportada solta dentro do veículo, pode ter sido um fator contribuinte para as lesões fatais da jovem. Mariani estava em uma longa viagem de Sorocaba, São Paulo, com destino a Iriri, no litoral capixaba, onde passaria as festas de fim de ano com sua família. Infelizmente, ela perdeu o controle do carro e colidiu com a lateral de um caminhão, em circunstâncias ainda sob apuração. Seu cachorro, Chopp, que a acompanhava na jornada, sobreviveu ao impacto e permaneceu lealmente ao lado da tutora até a chegada do socorro, antes de ser resgatado por familiares. A complexidade do caso exige uma análise minuciosa, com a expectativa de que laudos periciais cruciais revelem detalhes decisivos para o esclarecimento completo dos fatos. Este triste episódio serve também como um alerta para a importância da segurança no transporte de objetos e animais em veículos.
Detalhes do acidente e a investigação policial
A tragédia na ES-297 e o papel da perícia
O acidente fatal ocorreu por volta das 22h, quando a engenheira Mariani Gambarini Vassoler, de 31 anos, dirigia pela rodovia ES-297, em Mimoso do Sul. Ela havia saído de Sorocaba, em São Paulo, e estava a caminho de Iriri, no litoral sul capixaba, onde sua família a aguardava para as celebrações de Natal. De acordo com relatos preliminares, Mariani perdeu o controle de seu veículo e colidiu violentamente com a lateral de um caminhão que seguia no sentido contrário. Apesar da gravidade do impacto, o cachorro de Mariani, chamado Chopp, que estava no carro, sobreviveu e permaneceu no local ao lado da tutora até a chegada das equipes de resgate, sendo posteriormente acolhido por familiares.
A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Mimoso do Sul, está conduzindo a investigação para apurar as causas e as circunstâncias exatas do ocorrido. O delegado titular, Daniel Correia Sousa, enfatizou a importância de dois documentos periciais fundamentais para o esclarecimento do caso: o laudo cadavérico e o laudo de local. O laudo cadavérico tem como objetivo primordial determinar a causa oficial da morte da engenheira, registrando quaisquer lesões ou sinais de ferimentos compatíveis com o impacto da prancha ou outras fontes. Já o laudo de local é um relatório técnico que detalha as condições da rodovia no momento do acidente, como a presença de chuva e pista molhada, e se esses fatores contribuíram para que a vítima perdesse o controle do carro. Os prazos para a conclusão desses exames variam, podendo se estender de 10 a 90 dias úteis, dependendo da complexidade das análises e da demanda dos órgãos periciais.
A suspeita da família e o alerta sobre segurança veicular
O objeto solto no veículo e seus riscos
Desde o dia seguinte ao acidente, os familiares de Mariani Gambarini Vassoler expressaram a suspeita de que uma prancha de surf, que estava solta dentro do carro, possa ter agravado os ferimentos da engenheira, contribuindo para o desfecho fatal. Segundo o relato de Bruna Fonseca Gambarini, tia da vítima, a prancha estava atravessada entre o banco da motorista e o do passageiro. Ela descreveu que, com o forte impacto da colisão, o objeto teria sido imprensado e atingido a lateral da cabeça de Mariani, provocando um corte profundo. A tia também detalhou a devastação do veículo, mencionando que o lado do passageiro e o teto afundaram, deixando a engenheira imprensada em meio aos destroços. Imagens do veículo após o acidente mostram o objeto dentro de sua capa prateada, corroborando a presença da prancha no habitáculo.
Além da hipótese levantada pela família, policiais que atenderam a ocorrência no local informaram que o acidente se deu em uma curva da rodovia e que a pista estava molhada devido à chuva, fatores que podem ter contribuído para a perda de controle do veículo. Mesmo sem a definição exata da causa da morte por parte dos peritos, o delegado Daniel Correia Sousa aproveitou o momento para emitir um alerta crucial sobre os perigos de transportar objetos soltos dentro de veículos. Ele ressaltou que, independentemente do tamanho, um objeto solto pode causar lesões graves em acidentes, mesmo os mais simples, ao se tornar um projétil com a força da desaceleração. A recomendação clara é que itens pequenos e grandes sejam armazenados no porta-malas. No caso de pranchas, o transporte ideal seria em um rack externo, sobre o veículo. O delegado também alertou sobre a importância de transportar animais de estimação devidamente presos, evitando que se assustem e, consequentemente, atrapalhem o motorista, elevando os riscos de acidentes.
O perfil da vítima e o último trajeto
A viagem de Mariani e o companheiro Chopp
Mariani Gambarini Vassoler, uma engenheira de 31 anos, morava há quase um ano em Sorocaba, São Paulo, onde trabalhava em uma empresa de estofados de alto padrão. Descrita como uma pessoa que amava esportes, ela era uma figura vibrante e cheia de vida. Para as festas de fim de ano, decidiu fazer a longa viagem de carro até Iriri, no litoral capixaba, para reencontrar a mãe e demais familiares. Desta vez, fez questão de levar seu fiel companheiro, Chopp, um cachorro da raça Burriler de 8 anos, a quem considerava “praticamente um filho”. Geralmente, Mariani viajava de avião, mas optou pelo carro para poder passar mais tempo e ter Chopp ao seu lado. O corpo de Mariani foi sepultado no sábado, 20 de dezembro, em Iriri, Espírito Santo, em meio à dor e consternação de amigos e familiares.
A família monitorava a viagem de Mariani, que havia mantido contato constante, com videochamadas e compartilhamento de localização. Para evitar passar pelo Rio de Janeiro, ela optou por um trajeto alternativo, cruzando a Estrada do Aço, em Minas Gerais, antes de chegar à rodovia ES-297, em Mimoso do Sul. Mariani saiu de casa em Sorocaba antes das 6h da manhã e tinha previsão de chegada à casa da mãe por volta das 22h. Durante o percurso, fez uma parada emocionante com Chopp no Santuário de Aparecida, em São Paulo, tirando fotos e celebrando a jornada. Faltava pouco mais de duas horas para seu destino final quando o trágico acidente ocorreu. Segundo informações repassadas à família pela polícia e pelo motorista do caminhão envolvido, o carro de Mariani teria rodado na pista molhada e colidido lateralmente com a carreta, atingindo o lado do passageiro. O motorista do caminhão permaneceu no local, prestou socorro e foi submetido ao teste de alcoolemia, que resultou negativo. A família levanta a hipótese de que Mariani possa ter se distraído no carro, perdendo o controle do veículo na pista escorregadia.
Conclusão
A investigação sobre a morte da engenheira Mariani Gambarini Vassoler prossegue com a expectativa de que os laudos periciais forneçam as respostas necessárias para esclarecer as causas e as circunstâncias exatas do acidente. A possível influência da prancha de surf solta no carro, combinada com as condições da pista e a dinâmica da colisão, são pontos cruciais sob análise. Este trágico evento não apenas choca pela perda de uma jovem vida, mas também reforça a importância vital da segurança no transporte de objetos e animais em veículos, um alerta que a Polícia Civil faz questão de reiterar para evitar futuras fatalidades.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual a principal linha de investigação da polícia neste caso?
A Polícia Civil investiga se a prancha de surf transportada solta dentro do veículo contribuiu para as lesões fatais da engenheira Mariani Gambarini Vassoler. Além disso, são analisadas as condições da rodovia e as circunstâncias gerais do acidente.
Quais laudos periciais são aguardados para o esclarecimento do caso?
São aguardados o laudo cadavérico, que indicará a causa da morte e possíveis lesões, e o laudo de local, que detalhará as condições da pista e outros elementos técnicos do cenário do acidente. Ambos são considerados cruciais para a conclusão da investigação.
Quais são os perigos de transportar objetos soltos dentro do veículo e as recomendações de segurança?
Objetos soltos, sejam eles pequenos ou grandes, podem se transformar em projéteis perigosos em caso de colisão ou freada brusca, causando lesões graves aos ocupantes. A recomendação das autoridades é que todos os objetos sejam transportados no porta-malas ou fixados de forma segura. Para itens como pranchas, sugere-se o uso de racks externos. Animais de estimação também devem ser transportados devidamente presos para evitar distrações ao motorista.
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Fonte: https://g1.globo.com



