Empresário de Franca é procurado por sumiço de café e prejuízo milionário

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G1
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A Justiça decretou a prisão preventiva de Elvis Vilhena Faleiros, um empresário de Franca (SP) e figura proeminente na cafeicultura da Alta Mogiana. Ele é o principal suspeito pelo desaparecimento de 21 mil sacas de café, gerando um prejuízo estimado em R$ 132 milhões para produtores de Ibiraci (MG). Desde que o mandado de prisão foi expedido pela Justiça de Minas Gerais, Faleiros é considerado foragido. O empresário é presidente da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), onde as sacas estavam armazenadas. Trinta produtores buscaram a polícia no último mês para denunciar o sumiço de seus produtos, abalando a confiança em um setor tradicional e vital para a região.

O perfil do empresário e a quebra de confiança

Elvis Vilhena Faleiros, membro de uma família tradicional e conhecida no setor da cafeicultura da Alta Mogiana, uma importante área produtora na região de Franca (SP), é o centro de uma controvérsia que abala o mercado. Ele é o principal suspeito pelo sumiço de 21 mil sacas de café e de causar um prejuízo estimado em R$ 132 milhões a produtores de Ibiraci (MG). Faleiros é presidente da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil) e é amplamente reconhecido por sua forte atuação na armazenagem de grãos de café, um negócio que seu pai iniciou há cerca de 40 anos. Sua experiência não se limitava apenas à armazenagem; ele também tinha participação na produção de cafés especiais, e desde 2024, detinha uma holding de participações e investimentos com sua esposa, além de ser proprietário de uma empresa de consultoria desde 2025. Antes disso, inclusive, Faleiros foi proprietário de uma choperia, evidenciando uma diversificação de negócios.

Uma trajetória de aparente solidez

A vasta experiência e a ligação familiar com o setor conferiam a Elvis Vilhena Faleiros uma imagem de credibilidade. Ele era descrito como uma figura que sempre despertou confiança nos cafeicultores de Ibiraci, uma cidade com pouco mais de 10 mil habitantes. Essa relação ia além do mero comércio. Kênia Lúcia Adriano, uma das produtoras afetadas pelo desaparecimento das sacas de café dos galpões da Cocapil, expressou a dimensão dessa confiança. “Eu e o meu marido, a gente não tinha o Elvis como um parceiro de negócio. Por causa do tempo que a gente tem negócio com ele, a gente já considerava ele como amigo”, afirmou ela, destacando a profunda relação de amizade e parceria que muitos estabeleceram com o empresário ao longo dos anos. Essa proximidade torna o impacto da suposta fraude ainda mais doloroso e complexo para a comunidade.

A fraude milionária e suas consequências

No último mês, trinta produtores rurais procuraram a polícia para denunciar o desaparecimento do produto deles, que estava armazenado na Cocapil. A fraude começou a ser descoberta em agosto do ano passado, quando alguns produtores buscaram a cooperativa para retirar suas sacas e foram informados que o café simplesmente não estava mais lá. Com a divulgação dos fatos e o avanço das investigações, o prejuízo acumulado das vítimas pode chegar a impressionantes R$ 132 milhões. Esse valor não se baseia apenas nas sacas de dezenas de produtores que confiaram o café à cooperativa local, mas também em dívidas bancárias e com fornecedores.

O impacto devastador nas finanças dos cafeicultores

A dimensão do rombo financeiro é alarmante. Os R$ 132 milhões estimados em prejuízo são superiores ao orçamento público anual de Ibiraci. Para contextualizar, as despesas do orçamento da cidade foram projetadas em R$ 101,4 milhões para o ano de 2025, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). O delegado de Ibiraci, Estevam Ferreira, enfatizou a gravidade da situação: “É uma conduta de altíssima gravidade. Houve um desfalque econômico para a cidade.” Além do impacto direto nas finanças dos cafeicultores, muitos dos quais viram economias de uma vida desaparecer, a fraude ameaça a estabilidade econômica de Ibiraci, que tem na cafeicultura um de seus pilares mais importantes. A incerteza paira sobre a recuperação desses valores e a restauração da confiança no mercado cooperativista local.

As investigações e os desdobramentos legais

Elvis Vilhena Faleiros é o único dos integrantes da cooperativa a ser alvo de um mandado de prisão preventiva. Desde a expedição da ordem judicial, ele é considerado foragido pelas autoridades de Minas Gerais. Até a tarde de uma sexta-feira recente, o cumprimento da determinação judicial seguia pendente no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, indicando que o empresário ainda não havia sido localizado ou detido.

A linha de defesa e a busca por ressarcimento

O advogado de defesa de Faleiros, Márcio Cunha, informou ter protocolado um pedido de habeas corpus em favor de seu cliente. Em sua argumentação, o advogado alegou que o rombo financeiro na cooperativa se deu em virtude de oscilações no mercado cafeeiro, sugerindo que a situação não seria necessariamente fruto de uma ação deliberada de fraude. Além disso, Márcio Cunha explicou que o empresário manifesta o desejo de ressarcir o prejuízo às vítimas, inclusive por meio da venda de suas propriedades, o que indicaria uma intenção de mitigar os danos causados. Segundo o delegado Estevam Ferreira, os relatos das vítimas são consistentemente similares: todas confiaram a armazenagem de seu café na Cocapil e, ao procurarem o produto, ele simplesmente não estava mais disponível. A Polícia Civil já ouviu dois diretores da Cocapil, que confirmaram problemas financeiros na cooperativa como causa para o desvio das sacas dos produtores, afirmando que a crise se agravou a partir de 2021. Mais vítimas ainda devem ser ouvidas nos próximos passos, mas as investigações, segundo o delegado, encontram-se em fase final, buscando consolidar as provas e responsabilizar os envolvidos.

Conclusão

O caso do empresário Elvis Vilhena Faleiros e o sumiço das 21 mil sacas de café na Cocapil em Ibiraci representam um golpe significativo para a comunidade cafeicultora da Alta Mogiana. A aparente solidez de uma figura respeitada no setor desmoronou, revelando um prejuízo milionário que excede o orçamento da própria cidade. Enquanto Faleiros segue foragido e sua defesa busca alternativas legais, as investigações avançam para esclarecer os detalhes da fraude. A gravidade da situação não se limita apenas ao impacto financeiro, mas também à profunda quebra de confiança que atinge os produtores e o próprio sistema cooperativista, ressaltando a urgência de uma resolução justa e transparente para todas as partes envolvidas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quem é Elvis Vilhena Faleiros e qual sua relação com o caso?
Elvis Vilhena Faleiros é um empresário de Franca (SP), membro de uma família tradicional da cafeicultura da Alta Mogiana. Ele é o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil) e o principal suspeito pelo sumiço de 21 mil sacas de café, que causou um prejuízo milionário a produtores.

Qual o valor estimado do prejuízo e o impacto para a região?
O prejuízo estimado pela suposta fraude de Elvis Vilhena Faleiros é de R$ 132 milhões. Esse valor é considerado altíssimo e supera o orçamento público anual de Ibiraci (MG), cidade onde muitos dos produtores afetados residem, gerando um desfalque econômico grave para toda a comunidade.

Onde estavam as sacas de café que desapareceram?
As 21 mil sacas de café pertencentes aos produtores estavam armazenadas nos barracões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), da qual Elvis Vilhena Faleiros é presidente. Os produtores confiavam na cooperativa para a guarda de seus produtos.

Elvis Vilhena Faleiros já foi preso?
Não. A Justiça de Minas Gerais decretou um mandado de prisão preventiva contra Elvis Vilhena Faleiros, mas ele é considerado foragido pelas autoridades. O cumprimento da determinação judicial ainda está pendente, e seu advogado de defesa já entrou com um pedido de habeas corpus.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste importante caso e outras notícias que impactam a economia e a comunidade da Alta Mogiana.

Fonte: https://g1.globo.com

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