Recentemente, um casal de Ribeirão Preto (SP) foi vítima de uma quadrilha que se passou por advogado e funcionário do Tribunal de Justiça. Os criminosos utilizaram uma técnica inovadora para aplicar o golpe do falso advogado: o espelhamento de tela, resultando em um prejuízo de cerca de R$ 53 mil para as vítimas.
O golpe do falso advogado e o espelhamento de tela
A técnica de espelhamento de tela é utilizada pelos golpistas por meio de um link enviado para a vítima. Ao acessá-lo, a vítima instala um aplicativo de suporte técnico que permite o controle remoto do dispositivo, facilitando o acesso aos dados bancários.
Segundo o especialista em cibersegurança Vinicius Olivério, o golpe geralmente é aplicado em dupla, onde um criminoso mantém o contato telefônico com a vítima enquanto o outro acessa remotamente as contas bancárias para realizar movimentações financeiras.
Medidas de proteção contra o golpe
Para se proteger contra o golpe do falso advogado e o espelhamento de tela, Vinicius recomenda habilitar múltiplos fatores de autenticação, como aplicativos autenticadores e mensagens com códigos, além de utilizar pastas com senha para aplicativos sensíveis.
Sinais de alerta
É importante ficar atento a movimentações involuntárias no dispositivo, pois isso pode indicar o controle remoto por terceiros. Caso perceba ações suspeitas, é fundamental interromper imediatamente o acesso e buscar ajuda especializada.
Casal de Ribeirão Preto perde R$ 53 mil em golpe recente
Um caso recente envolvendo o golpe do falso advogado e o espelhamento de tela ocorreu em Ribeirão Preto (SP), onde um casal foi lesado em R$ 53 mil. Os criminosos se passaram pelo advogado da família e por um suposto representante do Tribunal de Justiça, induzindo as vítimas a acessarem aplicativos bancários.
Ao seguir as orientações dos golpistas, o casal teve suas contas bancárias acessadas e movimentadas sem o conhecimento de que a tela do dispositivo estava sendo monitorada em tempo real. Após perceber o golpe, as vítimas procuraram a polícia para registrar um boletim de ocorrência.
Fonte: https://g1.globo.com



