O carnaval do Rio é conhecido pela alegria, beleza e diversidade, mas também se destaca como um espaço de inclusão. Os blocos de saúde mental surgem como uma forma de promover a conscientização, combater estigmas e preconceitos, e reunir usuários da rede de atenção psicossocial, familiares, profissionais de saúde e a comunidade local. Essas agremiações mostram que a maior festa popular do país pode ser também um local de cuidado coletivo e respeito às diferenças.
A importância dos blocos de saúde mental
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), os blocos de saúde mental representam espaços de expressão, pertencimento e cidadania, essenciais para uma política de cuidado em liberdade. Além disso, atuam como locais de convivência e cuidado, oferecendo oficinas ao longo do ano que estimulam a expressão artística dos participantes e promovem o diálogo sobre inclusão social e respeito às diferenças.
Zona Mental: inclusão e quebra de preconceitos
O bloco Zona Mental, mais recente dos blocos de saúde mental, foi criado em 2015 na Zona Oeste do Rio de Janeiro com o intuito de promover a reintegração social de pacientes por meio da música, da arte e do carnaval. O desfile do bloco está marcado para o dia 6 de fevereiro, reunindo usuários, familiares, profissionais e artistas locais. A iniciativa busca quebrar preconceitos e representar a região periférica da cidade, proporcionando um ambiente de inclusão e diversidade.
Tá Pirando, Pirado, Pirou!: celebração da Lei Antimanicomial
O bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou!, que comemora 21 anos em 2026, celebrará os 25 anos da Lei Antimanicomial no Brasil. O desfile, previsto para o dia 8 de fevereiro, homenageia o médico psiquiatra italiano Franco Basaglia, figura importante na reforma psiquiátrica brasileira. Inspirado pelo movimento da psiquiatria democrática italiana, Basaglia contribuiu para a luta por uma sociedade sem manicômios e pela aprovação da Lei 10.216, em 2001.



