A ex-servidora Ligiane Marinho de Ávila está sendo acusada de desviar ao menos R$ 5,3 milhões em recursos públicos de projetos científicos do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. A Justiça aguarda a manifestação final do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) antes que o juiz da 5ª Vara Criminal de Campinas (SP) profira a sentença no processo.
Participação remota em audiência
Mesmo foragida da Justiça, Ligiane participou remotamente da audiência de instrução realizada nos dias 26 e 27 de janeiro. O Tribunal de Justiça (TJ) informou que réus foragidos têm direito de participar de atos processuais de forma telepresencial para evitar nulidades.
Pedido de extradição e localização no Reino Unido
Após a Polícia Federal localizar Ligiane no Reino Unido, foi feito o pedido de extradição. A ex-servidora deixou o Brasil em fevereiro de 2024, um mês após os desvios terem sido descobertos. Em setembro do mesmo ano, o Ministério Público pediu sua prisão preventiva e a quebra do sigilo bancário.
Compra de moeda estrangeira e notas fiscais falsas
Segundo o Ministério Público, Ligiane comprou R$ 99.999,79 em moeda estrangeira com verba de pesquisas, além de emitir dezenas de notas fiscais falsas. A investigação aponta que a ex-servidora movimentou cerca de R$ 6,6 milhões em sua conta pessoal entre 2018 e 2023.
Ré por peculato e lavagem de dinheiro
Ligiane é acusada de peculato e lavagem de dinheiro, com a promotoria destacando que ela usou seu CNPJ para emitir notas fiscais falsas relacionadas a serviços que nunca foram prestados. O promotor também pediu o bloqueio de bens e uma indenização de R$ 4,5 milhões.
Fonte: https://g1.globo.com



