Patrulha SP Mulher Segura realiza visitas e contatos com vítimas, orienta sobre medidas protetivas e aciona serviços de apoio quando necessário.
Durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, a Polícia Militar de São Paulo reforça a atuação da Patrulha SP Mulher Segura, serviço voltado ao acompanhamento de vítimas de violência doméstica e familiar.
O trabalho vai além do atendimento inicial da ocorrência. Policiais especializados realizam visitas periódicas às vítimas e contatos por telefone para verificar se novas ameaças ou agressões ocorreram e avaliar a necessidade de outras medidas de proteção.
As equipes são preparadas para oferecer acolhimento e orientação sobre direitos, medidas protetivas e serviços disponíveis. Cada viatura conta com pelo menos uma policial feminina. Quando necessário, a vítima pode ser encaminhada para atendimento psicológico, assistência social, orientação jurídica e programas de apoio à autonomia financeira.
Em situações de maior risco, também podem ser acionados serviços de acolhimento em abrigos sigilosos.
Tecnologia reforça proteção
Outro recurso disponível é o aplicativo SP Mulher Segura. A plataforma permite localizar delegacias, registrar boletim de ocorrência eletrônico e solicitar medidas protetivas de urgência, que são encaminhadas ao Poder Judiciário.
Mulheres que já possuem medida protetiva também podem utilizar o Botão do Pânico. O recurso envia um alerta prioritário para a viatura mais próxima.
Quando o agressor utiliza tornozeleira eletrônica, o sistema também pode identificar o descumprimento da área de afastamento determinada pela Justiça e comunicar automaticamente a polícia.

Onde buscar ajuda
Em São Paulo, vítimas podem procurar uma das 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), as 235 Salas DDM 24 horas, a DDM Online ou qualquer delegacia da Polícia Civil.
Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 190.
A rede estadual também oferece serviços como abrigos sigilosos, Casa da Mulher Paulista, auxílio-aluguel, capacitação e orientação, com encaminhamentos pela rede de assistência social, incluindo Cras e Creas.
Fonte: Agência SP



