Um estudo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro acende um alerta sobre a presença de microplásticos na cadeia alimentar. A pesquisa revelou que mexilhões consumidos por seres humanos não conseguem diferenciar partículas de plástico de seus alimentos naturais, o que favorece a contaminação desses organismos e pode aumentar a exposição humana a substâncias potencialmente nocivas.
Os pesquisadores coletaram exemplares de mexilhão marrom na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, e simularam condições ambientais em laboratório. Os resultados mostraram que os moluscos filtram e ingerem microalgas e microplásticos de forma indiscriminada, evidenciando a ausência de seletividade durante a alimentação.
Segundo os cientistas, o problema vai além do plástico em si. As micropartículas podem transportar contaminantes químicos, metais e outras substâncias prejudiciais à saúde. Como os mexilhões são organismos filtradores, acabam acumulando esses compostos ao longo do tempo.
A pesquisa também destaca que o cozimento não elimina microplásticos nem contaminantes químicos presentes nos alimentos. Dessa forma, pessoas que consomem frutos do mar com frequência podem estar mais expostas a esses poluentes.
Os autores defendem a adoção de políticas públicas para reduzir o descarte de resíduos plásticos nos oceanos, além do monitoramento constante das áreas de cultivo de organismos marinhos, como forma de proteger a saúde humana e preservar a atividade pesqueira.
Fonte: ABN
Poluição por plástico na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro





