
Emrelis apresentou taxa de resposta objetiva de 29,2% em pacientes avaliados. Agência também aprovou medicamento para tratar câncer de mama metastático e em estágio inicial.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de câncer de pulmão avançado. O Emrelis (telisotuzumabe vedotina) é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), do tipo não escamoso, localmente avançado ou metastático, com alta expressão da proteína c-Met e que já receberam tratamento sistêmico.
Segundo a Anvisa, o medicamento foi desenvolvido para reconhecer e se ligar à proteína c-Met presente na superfície das células tumorais. Após entrar na célula, libera uma substância que atua na destruição das células cancerígenas.
A aprovação foi baseada principalmente nos resultados de um estudo com pacientes que já haviam recebido tratamento para a doença. A taxa de resposta objetiva foi de 29,2% entre todos os participantes avaliados. No grupo com alta expressão da proteína c-Met, o índice chegou a 34,5%.
De acordo com a agência, os resultados também indicaram respostas duradouras e benefício clínico em um cenário com opções terapêuticas limitadas.
Câncer de pulmão concentra alta mortalidade
A Anvisa destaca que o câncer de pulmão está entre as principais causas de morte por câncer no mundo. O câncer de pulmão de células não pequenas representa aproximadamente 85% dos casos, e cerca de 70% desse grupo corresponde ao subtipo não escamoso.
Pacientes com doença localmente avançada ou metastática têm prognóstico desfavorável. Após a quimioterapia e a imunoterapia, as opções de tratamento podem ser limitadas, segundo a agência.
Anvisa também aprova medicamento para câncer de mama
A agência também aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), indicado para o tratamento de câncer de mama metastático e em estágio inicial.

Nos casos metastáticos ou localmente recorrentes sem possibilidade de cirurgia, o medicamento pode ser utilizado em combinação com trastuzumabe e docetaxel em pacientes com tumores HER2-positivos que ainda não receberam tratamento prévio com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.
Para o câncer de mama em estágio inicial, a indicação prevê o uso combinado com trastuzumabe e quimioterapia em pacientes com HER2 positivo e alto risco de recorrência.
O tratamento pode ser realizado antes da cirurgia, na chamada terapia neoadjuvante, ou após o procedimento cirúrgico, como terapia adjuvante.
Fonte: ABN



