Aumento do etanol na gasolina de 30% para até 32% está nos planos do Governo

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O governo federal avalia ampliar a participação do etanol anidro na gasolina vendida no Brasil. A proposta, anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prevê elevar a mistura obrigatória dos atuais 30% para até 32%, medida que será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética nos próximos dias.

O anúncio foi feito após uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e representantes do setor de biocombustíveis. Segundo Silveira, estudos técnicos apontam que o país tem condições de avançar na mistura, fortalecendo a segurança energética e reduzindo a dependência de combustíveis importados.

A expectativa do governo é que a medida permita economizar cerca de 450 milhões de litros de gasolina importada, além de contribuir para a redução das emissões de carbono. O aumento do uso do etanol também é visto como um instrumento para reduzir os impactos das oscilações internacionais nos preços dos combustíveis.

Representantes do setor destacaram que o etanol continua mais barato que a gasolina em grande parte do país. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, Evandro Gussi, afirmou que a diferença média de preço entre os combustíveis favorece a ampliação da mistura e pode gerar economia ao consumidor.

O setor também garante que os testes realizados anteriormente demonstraram viabilidade técnica para a nova composição, sem prejuízos ao funcionamento dos veículos. Além disso, a indústria projeta aumento na produção de etanol nos próximos anos, impulsionado pelas políticas de incentivo aos combustíveis renováveis.

A proposta integra as ações da chamada Lei do Combustível do Futuro, voltadas à descarbonização da matriz energética brasileira, ao fortalecimento da produção nacional e à geração de emprego e renda no campo.

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