Tragédia provocada pelo colapso de uma geleira matou mais de 900 pessoas e deixou quase 5 mil desaparecidos na fronteira entre Nepal e Tibete.
Equipes de resgate do Nepal intensificaram nesta segunda-feira (31) as buscas por centenas de trabalhadores presos em túneis de uma usina hidrelétrica atingida pela avalanche que devastou a região do Himalaia.
A entrada dos túneis está bloqueada por toneladas de lama, água e rochas. Militares utilizam escavadeiras, explosões controladas e holofotes para tentar abrir caminho e alcançar os trabalhadores. Até agora, três corpos foram retirados de dois túneis.
O desastre ocorreu na última quarta-feira e foi provocado pelo colapso de uma geleira. Uma enorme quantidade de gelo, pedras, lama e detritos avançou pelo vale, destruindo casas, estradas e estruturas de comunidades próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete.
No Nepal, o balanço mais recente aponta 903 mortos e mais de 4,2 mil desaparecidos. No Tibete, sob controle da China, são oficialmente 16 mortos e 546 desaparecidos.
A dimensão da tragédia também dificulta a identificação das vítimas. Centenas de corpos foram enterrados em covas rasas antes da conclusão dos procedimentos de identificação, devido à rápida decomposição provocada pelo clima úmido.

Segundo o Exército nepalês, a grande quantidade de detritos dentro dos túneis é o principal obstáculo para o resgate. As equipes trabalham continuamente para retirar a lama e a água e criar acesso aos locais onde os trabalhadores podem estar presos.
O desastre deixou um cenário de destruição em cidades e vilarejos da região e mobilizou equipes nepalesas e chinesas em uma das maiores operações de resgate já realizadas no Himalaia.
Fonte: G1



