Brasil reage a tarifa dos EUA e anuncia medidas de reciprocidade contra sanções comerciais

Brasil reage às tarifas dos EUA e reforça defesa da economia nacional.

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O governo brasileiro reagiu oficialmente à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada nesta quarta-feira (15). Em nota, a Presidência da República classificou a medida como injustificada, afirmou que não reconhece a legitimidade da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e anunciou que adotará medidas de reciprocidade.

Segundo o governo, a Lei de Reciprocidade será acionada imediatamente, além da retomada do caso no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nota afirma que a decisão norte-americana representa “um marco lastimável” nas relações entre os dois países.

Os Estados Unidos justificam a tarifa alegando que práticas brasileiras prejudicam agricultores, trabalhadores e empresas americanas. Entre os pontos citados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O governo brasileiro rebateu as acusações, classificando como infundadas as críticas ao Pix e à regulação das plataformas digitais. Também contestou as alegações sobre desmatamento, destacando que o país reduziu significativamente os índices de devastação ambiental desde 2023.

A nota ainda ressalta que, em audiências promovidas pelo USTR, a maioria dos representantes do setor privado dos dois países se posicionou contra a adoção das tarifas. O governo também destacou que os Estados Unidos acumulam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos e que, em 2025, 76% das importações norte-americanas entraram no Brasil sem imposto de importação.

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Por fim, o governo informou que pretende ampliar a diversificação de mercados para os produtos brasileiros e manter medidas de apoio aos setores afetados por meio do Plano Brasil Soberano, buscando preservar empregos e reduzir os impactos das tarifas sobre a economia nacional.

Fonte: ABN

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