Medicamentos que custam até R$ 2 mil por mês comprometem o orçamento de famílias brasileiras e preocupam especialistas com interrupções sem acompanhamento médico.
As chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam espaço no tratamento da obesidade e do diabetes, mas o alto custo da terapia tem se tornado um obstáculo para muitos brasileiros. Com preços que variam de R$ 400 a quase R$ 2.000 por mês, manter o tratamento exige um esforço financeiro que, em muitos casos, leva ao abandono precoce da medicação.
Uma pesquisa recente mostra que dois em cada dez latino-americanos comprometem parte significativa do orçamento para adquirir esses medicamentos. No Brasil, o cenário é ainda mais delicado: cerca de 33% das famílias encerram o mês sem qualquer reserva financeira, e as canetas emagrecedoras estão presentes em um a cada quatro desses lares.
Diante dos altos preços, alguns pacientes recorrem a versões manipuladas de medicamentos, como a tirzepatida, cujo custo pode ser até três vezes menor. No entanto, entidades médicas alertam que essa alternativa não é recomendada devido à falta de garantias sobre qualidade, eficácia e segurança.
Especialistas também reforçam que interromper o tratamento sem orientação médica pode provocar reganho rápido de peso, conhecido como efeito sanfona, além de prejuízos metabólicos e impactos emocionais. O abandono da terapia também pode agravar problemas financeiros quando não há planejamento para manter o tratamento.

A recomendação é que o uso dessas medicações faça parte de uma estratégia mais ampla de controle do peso, envolvendo alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento médico e mudanças permanentes no estilo de vida. Para os especialistas, o tratamento mais adequado é aquele que alia eficácia, segurança e viabilidade financeira ao longo do tempo.
Fonte: Band Notícias



