China alerta Japão sobre armas nucleares e pede fim de debate sobre compartilhamento com os EUA

Japão entre a memória nuclear e a nova estratégia de defesa

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Bandeira chinesa. Foto: Pixabay
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Pequim reage à revisão da estratégia de defesa japonesa e cita apoio da população aos três princípios que proíbem o país de possuir, produzir ou receber armas nucleares.

A China elevou o tom contra o Japão diante do debate sobre a possibilidade de os Estados Unidos estacionarem armas nucleares em território japonês. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que as autoridades japonesas devem “parar de brincar com fogo” e respeitar os princípios antinucleares adotados pelo país após a Segunda Guerra Mundial.

Desde 1967, o Japão mantém os chamados Três Princípios Não Nucleares: não possuir, não produzir e não permitir a introdução de armas nucleares em seu território. A política foi consolidada oficialmente em 1971 e se tornou um dos símbolos do pacifismo japonês no pós-guerra.

O tema voltou ao centro do debate com a revisão da estratégia nacional de defesa promovida pela primeira-ministra Sanae Takaichi. A mudança ocorre em meio ao avanço militar da China, às ameaças da Coreia do Norte e às incertezas sobre o papel dos Estados Unidos na segurança regional.

Segundo pesquisa citada pela China, 76% dos japoneses defendem a manutenção dos três princípios, enquanto 77% rejeitam a possibilidade de compartilhamento nuclear com os Estados Unidos.

Para Pequim, os números mostram que a população japonesa não apoia uma eventual flexibilização da política nuclear. Lin Jian também afirmou que qualquer mudança pode representar risco para a segurança regional e para o futuro do Japão.

Adoção Pet Love

A primeira-ministra Takaichi, durante as cerimônias que marcaram os 81 anos do ataque nuclear a Nagasaki, afirmou que o Japão segue os três princípios, mas não deixou claro se pretende mantê-los integralmente.

O debate ocorre em um momento de crescente tensão militar no leste asiático. Para a China, a memória de Hiroshima e Nagasaki deve continuar servindo como alerta contra a proliferação de armas nucleares.

Fonte: IG Notícias

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