
O texto relembra a derrota do Brasil para a Holanda na Copa do Mundo de 1974, quando a seleção brasileira, então tricampeã mundial, ignorou as mudanças táticas promovidas pelo chamado “Carrossel Holandês”. O resultado foi uma eliminação marcante que se transformou em símbolo dos riscos de subestimar o oponente.
A partir desse episódio, o autor amplia o debate para o cenário geopolítico do Oriente Médio. Segundo a análise, muitas iniciativas internacionais fracassaram por tentar aplicar modelos políticos ocidentais a uma região marcada por estruturas tribais, religiosas e culturais próprias.
O artigo destaca a tese do pesquisador israelense Mordechai Kedar, que propõe uma alternativa ao modelo tradicional de um Estado palestino unificado. A chamada “Solução dos Emirados” sugere a criação de cidades-estado autônomas administradas por clãs locais, inspiradas em exemplos de estabilidade observados em países do Golfo Pérsico.
De acordo com essa visão, estruturas políticas alinhadas às lideranças tradicionais poderiam gerar maior legitimidade, governabilidade e desenvolvimento econômico. O autor argumenta ainda que a proposta estaria mais conectada à realidade sociológica da região do que os modelos adotados nas últimas décadas.
O texto conclui defendendo que soluções duradouras, seja no esporte, nos negócios ou na política internacional, exigem compreensão profunda do ambiente em que são aplicadas. Ignorar a realidade local, afirma o autor, costuma resultar em fracassos e conflitos prolongados.

Estratégia no futebol ajuda a refletir sobre os impasses políticos no Oriente Médio.
Fonte: IG Notícias




