
A Coreia do Sul manifestou preocupação com a intensificação das atividades militares da Coreia do Norte ao longo da Zona Desmilitarizada (DMZ), faixa de 238 quilômetros que separa os dois países desde o armistício que encerrou a Guerra da Coreia, em 1953.
Segundo Seul, tropas de engenharia norte-coreanas construíram cercas, barreiras, valas antitanque, trincheiras, estradas militares e instalaram campos minados cada vez mais próximos da Linha de Demarcação Militar (MDL). Em alguns trechos, as obras estariam a menos de 100 metros da fronteira, o que levanta preocupações sobre uma possível violação do acordo de armistício.
Especialistas avaliam que Pyongyang está testando os limites da comunidade internacional, fortalecida pela aproximação com Rússia e China e pelos ganhos militares obtidos após apoiar Moscou na guerra contra a Ucrânia. Eles alertam que o regime de Kim Jong-un tem adotado uma postura mais agressiva desde que passou a considerar a Coreia do Sul um país inimigo, abandonando a política de reunificação.
O Comando das Nações Unidas, responsável por monitorar o armistício, informou que obras defensivas, como cercas e estradas, são permitidas desde que permaneçam ao norte da Linha de Demarcação Militar. No entanto, investiga denúncias de cercas e minas que possam ter ultrapassado esse limite, o que configuraria violação do acordo de 1953.

Enquanto a situação segue sob monitoramento, autoridades sul-coreanas afirmam que acompanharão de perto os desdobramentos para preservar a estabilidade na Península Coreana.




