Cpmi do inss adia votação sobre convocação de messias

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© Lula Marques/ Agência Braasil.
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS adiou a votação sobre a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias. A decisão foi tomada devido à falta de consenso entre os parlamentares durante a sessão desta quinta-feira.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, informou que os requerimentos que não obtiveram acordo serão votados somente na próxima quinta-feira, data da última reunião da comissão antes do recesso de fim de ano no Congresso Nacional.

Jorge Messias é o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), decorrente da aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso. A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está agendada para o dia 10 de dezembro.

A CPMI do INSS investiga possíveis falhas e responsabilidades em um esquema que permitiu descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Parlamentares alegam que Messias teria sido alertado sobre a fraude, mas teria ignorado os alertas oficiais.

A comissão busca esclarecimentos sobre a atuação da AGU em relação aos descontos irregulares. Messias já havia sido convidado a depor, mas não compareceu. Os parlamentares querem saber quais medidas foram tomadas por Messias após ter acesso ao relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que indicava a realização de descontos indevidos nos benefícios de aposentados por associações. Além disso, querem saber se as possíveis decisões da AGU foram tornadas públicas ou se foram mantidas em sigilo.

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Nesta quinta-feira, a CPMI ouve o depoimento de Mauro Palombo, contador de diversas empresas que, segundo a CPMI, teriam recebido dinheiro da Amar Brasil (ABCB), associação apontada como responsável por repasses de recursos e fraudes contra aposentados e pensionistas. O contador foi convocado para esclarecer se houve lavagem de dinheiro.

Além disso, estão em pauta para votação requerimentos de convocação, quebras de sigilo, pedidos de prisão de supostos envolvidos e solicitações de informações a diversos órgãos, como a Receita Federal e a DataPrev.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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