
Moradores de Havana afirmam que Cuba enfrenta o período mais difícil das últimas décadas, marcado pelo agravamento da crise energética, escassez de produtos básicos e aumento das dificuldades no transporte, na saúde e no abastecimento. Segundo relatos de cubanos ouvidos pela Agência Brasil, a situação piorou após o endurecimento das restrições econômicas e energéticas impostas pelos Estados Unidos no início de 2026.
Os frequentes apagões, que antes eram programados, tornaram-se imprevisíveis e mais longos, afetando o funcionamento de serviços essenciais, como abastecimento de água, internet, bancos e repartições públicas. A população também enfrenta alta nos preços de alimentos, redução da oferta de transporte público e dificuldades para adquirir medicamentos.
Especialistas e moradores comparam o cenário atual ao chamado “Período Especial”, vivido por Cuba na década de 1990 após o fim da União Soviética. Para muitos, no entanto, a crise atual é ainda mais severa devido à escassez de combustíveis, ao enfraquecimento da capacidade do Estado de garantir o abastecimento e aos impactos acumulados desde a pandemia de covid-19.
Além da crise energética, o turismo — principal fonte de receitas da ilha — ainda sente os reflexos da pandemia, enquanto novas sanções econômicas dificultam o acesso do país ao petróleo e a outros recursos estratégicos.
Apesar das dificuldades, moradores destacam que serviços públicos como educação e atividades culturais continuam funcionando, embora o sistema de saúde enfrente limitações no atendimento e na oferta de medicamentos. Para a população, a prioridade diária tem sido garantir alimentos e enfrentar os desafios provocados pela crise econômica que afeta o país.
Vista geral de Havana

Foto: afroangelll/Pixabay
Fonte: ABN



