Davi Alcolumbre mantém votação da CPMI do INSS que quebrou sigilo de Lulinha

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© Lula Marques/Agência Brasil.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu manter a votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Recurso apresentado por parlamentares governistas

Parlamentares governistas haviam apresentado um recurso contestando a votação. Segundo o documento, 14 senadores e deputados alegaram que a maioria da comissão teria rejeitado os requerimentos incluídos na pauta, mas o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou o resultado como aprovado.

Decisão de Davi Alcolumbre

Após solicitar parecer da Advocacia do Senado e da Secretaria-Geral da Mesa sobre a votação, Alcolumbre rejeitou o recurso. De acordo com os pareceres, havia 31 parlamentares presentes no momento da deliberação, sendo necessários 16 votos contrários para rejeitar a decisão.

Justificativa da decisão

Alcolumbre argumentou que as decisões em comissões parlamentares devem ser tomadas por maioria de votos, com a presença da maioria absoluta dos membros. Mesmo que houvesse um erro na contagem dos votos contrários, o número apresentado pelo recurso não seria suficiente para anular a votação.

Votação e investigações

Os membros da CPMI do INSS aprovaram a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha em 26 de fevereiro. O pedido foi feito pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL) e está relacionado à Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados no INSS.

Adoção Pet Love

Fábio Luís Lula da Silva foi citado na decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União a realizarem uma nova fase da operação. Mensagens encontradas no celular de um dos operadores do esquema mencionam repasses financeiros para 'o filho do rapaz', associado a Lulinha.

A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em fraudes contra beneficiários do INSS, afirmando que ele não participou de desvios nem recebeu valores de fontes criminosas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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