Fenômenos elevam as temperaturas e podem reduzir a umidade do ar, mas diferem principalmente pela intensidade e duração do calor.
Um veranico começou a atuar sobre parte do Brasil na quarta-feira (12), trazendo tardes mais quentes e secas. A condição deve persistir até a próxima quarta-feira (19), especialmente no Centro-Oeste.
O fenômeno ocorre quando uma massa de ar quente e seco dificulta a chegada de frentes frias, reduz a formação de nuvens e favorece mais horas de sol. As temperaturas podem ficar 3°C a 5°C acima da média de agosto em algumas áreas.
Apesar do calor, o episódio não é classificado como onda de calor porque não deve manter temperaturas elevadas com a mesma intensidade por pelo menos cinco dias. As madrugadas também tendem a ser mais amenas.
O que é veranico?
O veranico é um período de pelo menos quatro dias consecutivos de tempo seco, sol forte e temperaturas acima da média, geralmente durante o outono ou inverno. O fenômeno costuma estar associado a sistemas de alta pressão e bloqueios atmosféricos.
E a onda de calor?
A onda de calor é marcada por temperaturas muito acima dos padrões esperados para determinada região e época do ano. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno envolve máximas de pelo menos 5°C a 7°C acima da média durante cinco dias consecutivos.
Outra diferença é que, durante uma onda de calor, as temperaturas podem permanecer elevadas também durante a noite. O fenômeno pode ocorrer em qualquer estação.

Quais são os riscos?
Tanto o veranico quanto as ondas de calor podem provocar baixa umidade do ar, aumento do risco de incêndios, redução da umidade do solo e impactos na agricultura. Nas ondas de calor, a persistência das altas temperaturas aumenta os riscos de desidratação e estresse térmico.
O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, também pode alterar a circulação atmosférica e favorecer períodos mais quentes e secos em algumas regiões.
Fonte: IG Notícias



