Do fervo à resistência: a luta LGBTQIA+ no carnaval de São Paulo

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G1
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O sociólogo Vinicius Ribeiro Alvarez Teixeira, autor do livro 'Arco-íris brilha com glitter: livro investiga ativismos LGBTQIA+ no carnaval de rua de São Paulo', destaca que o carnaval de rua na capital paulista vai muito além de uma simples festa, sendo também um espaço de resistência e luta.

A festa como forma de resistência

Teixeira explora em sua obra como coletivos e indivíduos LGBTQIA+ ocupam as ruas de São Paulo durante o carnaval, construindo visibilidade e enfrentando o preconceito por meio da música, da festa e da diversidade de corpos. O livro, fruto de uma pesquisa de doutorado na USP, será lançado na Ocupação Fervo, com um evento que combina festa, apresentação do Bloco Abacaxi de Irará, bate-papo com o autor e sessão de autógrafos.

O contexto político e a organização coletiva

O crescimento dos blocos de rua em São Paulo, segundo Teixeira, está diretamente ligado ao contexto político que se intensificou no Brasil a partir de 2013. Esse período foi marcado por uma efervescência e pelo surgimento de novas formas de organização coletiva, menos hierárquicas e mais horizontais. Os blocos de carnaval se tornaram uma maneira de resistir e se organizar em meio a esse cenário.

Expressão da identidade e pertencimento

Para Teixeira, o carnaval de rua é um momento privilegiado de expressão e pertencimento para a comunidade LGBTQIA+. Durante a festa, as pessoas têm a oportunidade de experimentar diferentes formas de identidade de gênero e orientação sexual, muitas vezes reprimidas no cotidiano. Além disso, o carnaval proporciona uma abertura para explorar novas possibilidades de desejo e expressão.

Desafios e vivências pessoais

Apesar do ambiente de celebração, Teixeira destaca que as violências estruturais ainda persistem, tornando pessoas LGBTQIA+, especialmente mulheres trans, mais vulneráveis, mesmo durante o carnaval. O autor, que tem uma relação antiga com a festa, relata que o carnaval de rua em São Paulo se tornou um espaço significativo para sua vivência como homem gay cis, onde se sente mais seguro para demonstrar afeto em público.

Fonte: https://g1.globo.com

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