Eduardo Bolsonaro chama ordem de prisão de arbitrária e acusa Moraes de tumultuar eleições

Decisão judicial e reação política no centro do debate.

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  • Eduardo Bolsonaro , Alexandre de Moraes , STF , ordem de prisão , condenação , Estados Unidos , eleições 2026
Dra Marcela Paiva

Ministro do STF determinou a execução da pena de quatro anos e dois meses após o trânsito em julgado da condenação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) classificou como “arbitrária, inoportuna e inócua” a ordem de cumprimento de pena determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (8). Em manifestação publicada na rede social X, diretamente dos Estados Unidos, Eduardo acusou o magistrado de tentar tumultuar o país durante o período eleitoral.

A decisão foi tomada após Moraes declarar o trânsito em julgado da ação penal, etapa que indica o fim das possibilidades de recurso no processo. Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF, em 16 de junho de 2026, a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

O caso envolve a atuação do ex-deputado para pressionar o STF e tentar interferir no processo judicial contra seu pai, Jair Bolsonaro, também condenado por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo critica decisão de Moraes

Na nota divulgada nas redes sociais, Eduardo relacionou a determinação judicial ao calendário eleitoral e afirmou que os Estados Unidos não cumpririam decisões brasileiras dessa natureza.

Segundo o ex-deputado, a medida teria como efeito aumentar a tensão política no país. As declarações representam a posição de Eduardo sobre a decisão judicial.

Além da execução da pena, a decisão de Moraes determina o cancelamento dos passaportes brasileiros de Eduardo e providências relacionadas à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

AgênciaModerna

Ex-deputado está nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Segundo as informações divulgadas, ele obteve um green card em julho de 2026, documento que permite sua residência legal no país.

O cumprimento da ordem de prisão dependerá dos procedimentos legais aplicáveis, considerando que o ex-deputado está fora do Brasil. Eventual extradição ou cooperação internacional dependerá das medidas cabíveis e da análise das autoridades competentes.

Fonte: IG Notícias

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