Educação étnico-racial avança nas escolas públicas, aponta diagnóstico

Educação com equidade transforma o futuro.

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Dra Marcela Paiva

Levantamento do Ministério da Educação mostra crescimento nos investimentos, na estruturação institucional e nos protocolos contra racismo e injúria racial nas redes municipais e estaduais.

A educação para as relações étnico-raciais avança nas escolas públicas brasileiras. É o que aponta o Diagnóstico de Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).

Realizado a cada dois anos, o levantamento reúne 44 questões para avaliar a implementação de políticas de equidade racial na educação básica. Os resultados indicam avanços no financiamento, na organização institucional e nas medidas de enfrentamento ao racismo.

Nas redes municipais, o índice de investimentos praticamente dobrou, chegando a 39,9 pontos. A estruturação institucional, que mede a incorporação da pauta racial às normas, ao planejamento e à organização das secretarias de Educação, passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8 em 2026.

Nas redes estaduais, o indicador também cresceu, de 84,6 para 93,9 pontos.

Combate ao racismo

Outro avanço aparece na adoção de protocolos para lidar com casos de racismo ou injúria racial. Nas redes estaduais, o percentual subiu de 59% para 93%. Nas municipais, passou de 36% para 53%.

Apesar da evolução, os dados revelam diferenças entre as duas esferas de ensino. As redes estaduais apresentam indicadores mais elevados, enquanto as municipais registram crescimento, mas ainda enfrentam desafios para ampliar e consolidar as políticas de equidade racial.

Gestão escolar ainda tem desafios

AgênciaModerna

As práticas de gestão foram a área com menor avanço no período analisado. Entre os principais pontos a melhorar estão os incentivos à implementação da educação para as relações étnico-raciais e a inclusão desses conhecimentos nos processos seletivos de professores e diretores.

Ainda assim, houve progresso: entre 2024 e 2026, o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação dessas competências na escolha de gestores escolares aumentou de 44% para 74%.

Os resultados apontam avanços importantes, mas também mostram que a consolidação de uma educação antirracista depende de investimento contínuo, formação profissional e políticas institucionais permanentes.

Fonte: IG Notícias

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