Fenômeno deve ganhar força em setembro e pode favorecer calor intenso, temporais, ciclones e mudanças bruscas no tempo.
O El Niño deve ganhar ainda mais força em setembro e aumentar o risco de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, temporais e ciclones no Oceano Pacífico.
O fenômeno já é considerado forte, com anomalias de temperatura superiores a 1,8°C na região do Niño 3.4. Especialistas avaliam que a intensidade pode avançar para uma categoria muito forte nos próximos meses.
Segundo o meteorologista Ben Noll, do Washington Post, setembro deve marcar o início de uma temporada mais ativa de ciclones no Pacífico. O cenário chama atenção também pelas temperaturas registradas na região Niño 1+2, que chegaram a ficar mais de 4°C acima da média.
No Brasil, os efeitos do El Niño devem variar de acordo com a região. A previsão indica períodos de calor mais longos e intensos em setembro, enquanto o Sul pode ter uma combinação de massas de ar frio e frentes frias.
Essa alternância aumenta o risco de temporais, ventos fortes, episódios de tempo severo, ciclones e até tornados no Sul. No Norte e Nordeste, a tendência é de chuvas abaixo da média e condições mais secas.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê a permanência do El Niño forte durante setembro, mas destaca que os impactos serão diferentes pelo país. A interação entre oceano e atmosfera pode provocar mudanças rápidas entre calor, chuva e frio.

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial ficam anormalmente mais quentes. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e pode modificar o regime de temperaturas e chuvas em várias partes do planeta.
Por isso, setembro deve ser marcado por contrastes climáticos: calor persistente em algumas áreas, chuva intensa e passagem de frentes frias em outras.
Fonte: IG Notícias



