
El Niño está instalado no Oceano Pacífico
Foto: Reprodução Metsul
O fenômeno El Niño alcançou a categoria de Super El Niño ainda em julho, cerca de quatro meses antes do período registrado nos episódios mais intensos das últimas décadas. Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostram que o Índice Oceânico Niño (ONI) atingiu +2,0°C na região Niño 3.4 do Oceano Pacífico, patamar que caracteriza um evento de intensidade muito forte.
O comportamento antecipado do Pacífico chama a atenção de especialistas, já que, em episódios históricos como os de 1982-1983, 1997-1998, 2015-2016 e 2023-2024, esse nível só foi alcançado entre setembro e novembro. Caso as projeções se confirmem, este poderá estar entre os episódios mais intensos desde o início das medições modernas.
A NOAA também passou a utilizar um novo indicador, o Índice Oceânico Niño Relativo (rONI), que considera a influência do aquecimento global. Mesmo por esse critério, o órgão estima 81% de probabilidade de o fenômeno atingir oficialmente a categoria de Super El Niño nos próximos meses.
Modelos climáticos internacionais apontam que o aquecimento do Pacífico deve continuar se intensificando ao longo do segundo semestre, aumentando o risco de eventos meteorológicos extremos em diversas partes do mundo.
No Brasil, os principais impactos esperados incluem aumento das chuvas e do risco de enchentes na Região Sul, maior frequência de temporais, granizo e vendavais, além de períodos mais quentes e secos em áreas do Norte e Nordeste. Meteorologistas destacam, porém, que cada episódio de El Niño apresenta características próprias e que a intensidade dos efeitos pode variar entre as regiões.

Impactos no Brasil
Foto: Reprodução Metsul
Fonte: IG Notícias





