Estudo indica que a Via Láctea pode ser 10% maior do que se imaginava

Novas descobertas ampliam nossa visão sobre o verdadeiro tamanho da Via Láctea.

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Uma imitação da Via Láctea  Foto: Kevin Morefield/Astronomy Photographer of the Year
Highlights
  • Via Láctea, astronomia, NASA, ESA, Chandra, XMM-Newton, raios X, explosões de raios gama, galáxia, espaço Chat de voz encerrado
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Uma nova pesquisa revelou que a Via Láctea pode ser cerca de 10% maior do que apontavam as estimativas anteriores. O estudo, baseado na análise de ecos de raios X produzidos por três explosões extragalácticas, indica que os braços espirais mais externos da galáxia estão mais distantes do centro galáctico do que se acreditava.

Para chegar à conclusão, astrônomos utilizaram dados dos observatórios espaciais Chandra, da NASA, e XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). Os cientistas mediram a distância de nuvens de poeira espalhadas pelos braços espirais por meio dos anéis de raios X gerados após explosões de raios gama ocorridas fora da Via Láctea.

A Via Láctea observada a partir de duas perspectivas distintas. Da parte superior,

ou vista aérea (imagem à esquerda), podem-se apreciar em detalhes o bulbo central e

o disco galáctico, que contém os braços característicos de uma galáxia espiral. Observe

a localização do sistema solar em um braço secundário (braço de Órion) nos limites

da nossa galáxia. Em uma perspectiva de perfil (imagem à direita), fica evidente

a espessura reduzida do disco, em comparação com seu comprimento total

Foto: ESA., CC BY

A pesquisa analisou três eventos extremos — GRB 031203, GRB 160623A e GRB 221009A — e concluiu que o braço Externo e o braço Escudo-Centauro podem estar aproximadamente 10% mais afastados do centro da galáxia.

Representação artística da Via Láctea, incluindo os nomes dos quatro braços

ou + Agro

característicos da nossa galáxia.

Foto: NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC/Caltech)., CC BY

Atualmente, estima-se que a Via Láctea possua entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas, distribuídas em um disco espiral com quatro braços principais e um núcleo central onde está o buraco negro supermassivo Sagitário A*. O Sistema Solar está localizado no braço de Órion, a cerca de 26 mil anos-luz do centro galáctico.

Anéis de raios X gerados por uma explosão de raios gama (e refletidos nas nuvens de poeira dos braços externos da Via Láctea) registrados pelo telescópio espacial Chandra. Raios X: NASA/CXC/INAF/B. Vaia et al.; Ótica: Pan-STARRS; Processamento de imagem

Foto: NASA/CXC/SAO/N. Wolk & P. Edmonds., CC BY

Os pesquisadores destacam que o método empregado é mais preciso por utilizar medições geométricas, reduzindo as incertezas dos modelos tradicionais. Apesar disso, a técnica depende de raras explosões de raios gama. Futuras missões, como o observatório europeu NewAthena, deverão ampliar o conhecimento sobre a estrutura e o verdadeiro tamanho da nossa galáxia.

Representação artística da Via Láctea detalhando as mudanças nas distâncias entre os braços mais externos de nossa galáxia (imagem à esquerda, as dimensões da Via Láctea com os dados utilizados até o momento; imagem à direita, as novas dimensões com base no novo estudo).

Foto: NASA/CXC/A. Hobart., CC BY

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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