
Bombardeios contra alvos civis e militares intensificam o conflito após o colapso do cessar-fogo, enquanto cresce a preocupação internacional com a segurança energética.
A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em uma nova fase de escalada nesta sexta-feira (17), com ataques contra infraestruturas estratégicas e civis que ampliam os riscos de um conflito regional de maiores proporções.
Segundo o governo iraniano, forças americanas bombardearam pontes, áreas residenciais, uma estação ferroviária e outras estruturas no sul do país. Teerã afirma que os ataques deixaram mortos e provocaram danos à infraestrutura civil, classificando as ações como crimes de guerra.
Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra instalações ligadas aos Estados Unidos e seus aliados na região. Entre os alvos estão bases militares e uma usina de geração de energia e dessalinização de água no Kuwait, além de ataques anunciados contra posições militares no Catar, Bahrein e no norte do Oceano Índico.
A tensão também se estendeu às principais rotas marítimas de transporte de petróleo. No Estreito de Ormuz, fuzileiros navais americanos abordaram um petroleiro, enquanto a imprensa iraniana informou que a Guarda Revolucionária interceptou uma embarcação que cruzava a região. No Mar Vermelho, um novo incidente envolvendo um navio aumentou a preocupação com a segurança da navegação.
O agravamento do conflito ocorre após o fracasso do acordo de cessar-fogo firmado em junho. Desde a retomada das hostilidades, os dois países intensificaram ataques diários, elevando o risco de interrupções no fornecimento global de energia.

A escalada também provocou reflexos no mercado internacional. O preço do petróleo Brent voltou a subir diante das incertezas sobre o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com os ataques à infraestrutura civil e alertou para o risco de ampliação da crise humanitária e da instabilidade em toda a região.
Fonte: G1



