Homicídio de homem com 33 registros policiais ocorre em meio a uma onda de violência ligada à disputa por território e rotas do tráfico.
A execução de um brasileiro na Bolívia colocou novamente em evidência a disputa entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) pelo controle de territórios e rotas do tráfico de drogas no país vizinho.
Vanderson, que tinha 33 passagens policiais nos estados do Maranhão e de Mato Grosso por crimes relacionados ao tráfico de drogas e armas, foi morto a tiros. Após o crime, os suspeitos abandonaram o veículo usado na execução a poucos quilômetros do local. Peritos bolivianos encontraram marcas de sangue em uma das portas.
A esposa da vítima estava no local no momento dos disparos e recolheu os celulares do marido. Ela chegou a ser detida pelas autoridades, mas foi ouvida apenas como testemunha.
O assassinato ocorreu durante uma escalada de violência em Santa Cruz de la Sierra e outras áreas estratégicas para o narcotráfico. Segundo informações locais, dez homicídios foram registrados em apenas uma semana na região.
O confronto envolve o PCC, apontado como grupo dominante na área, e o Comando Vermelho, que busca ampliar sua atuação. A disputa está relacionada principalmente ao controle territorial e das rotas utilizadas para o transporte de cocaína.

Entre os episódios recentes estão a invasão de uma propriedade rural em San Matías, que deixou quatro mortos, e a execução de um policial, cujo corpo foi carbonizado próximo a uma pista clandestina. Quatro suspeitos foram presos, entre eles três brasileiros apontados como ligados ao traficante uruguaio Sebastián Marset.
A sequência de crimes também inclui dois jovens decapitados em Yapacaní, a morte de um brasileiro em uma casa noturna e a execução de um veterinário atingido por 22 tiros em um restaurante de San Ignacio de Velasco.
Fonte: Band Notícias



