As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram uma queda expressiva em janeiro, marcando o sexto mês consecutivo de declínio desde o início das tarifas impostas por Donald Trump em agosto do ano passado. Por outro lado, as vendas para a China continuam em crescimento, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Queda nas exportações para os EUA e as importações dos EUA para o Brasil
No último mês, as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 2,4 bilhões, representando uma queda de mais de 25% em comparação com janeiro do ano anterior. Por sua vez, as importações de produtos norte-americanos pelo Brasil também diminuíram, atingindo pouco mais de US$ 3 bilhões, uma redução de cerca de 10%.
Déficit na balança comercial bilateral
Essa diminuição nas trocas comerciais resultou em um déficit para o Brasil de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral com os Estados Unidos. Foi a sexta queda consecutiva nas exportações brasileiras, mesmo após o ajuste do tarifaço de 50% no final do ano passado.
Impacto das tarifas extras e cenário com a China
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a tarifas extras que variam entre 40% e 50%. Enquanto isso, as vendas de produtos brasileiros para a China continuam crescendo, com um aumento de 17% em janeiro, totalizando quase US$ 6,5 bilhões. As importações da China para o Brasil, por outro lado, caíram cerca de 5%, resultando em um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil no último mês.
Comportamento das trocas comerciais com a União Europeia e Argentina
Com um volume menor de transações, as trocas comerciais entre o Brasil e a União Europeia e com a Argentina também apresentaram recuos em janeiro. No entanto, o Brasil manteve um superávit tanto com os países europeus quanto com a Argentina no mês passado, mesmo diante desse cenário.
*Com informações da Agência Brasil



