Folia de Reis ilumina Museu Vassouras e celebra tradição no Vale do

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© Lourenço Parente/Divulgação
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O Museu Vassouras, no coração do Vale do Café fluminense, reafirmou seu papel central na preservação e valorização da cultura popular ao sediar, nos dias 3 e 4 de janeiro, um significativo encontro de Folia de Reis. O evento, que ecoou cânticos seculares e a vivacidade de uma das mais emblemáticas manifestações culturais do Brasil, transformou o espaço em um palco vibrante de devoção, arte e memória. A iniciativa reuniu não apenas cortejos tradicionais, mas também atividades educativas e uma roda de poesias, destacando o compromisso da instituição com a salvaguarda dos saberes populares e a riqueza das expressões que moldam a identidade regional. A Folia de Reis, com sua carga simbólica e histórica, encontrou no museu um ambiente propício para a troca intergeracional e a celebração comunitária.

A celebração da Folia de Reis: um elo com o sagrado e o popular

A Folia de Reis, uma tradição cultural e religiosa profundamente enraizada na cultura brasileira, especialmente no período natalino e de Reis (até 6 de janeiro), é uma manifestação de fé e alegria que homenageia os Três Reis Magos em sua jornada para visitar o Menino Jesus. Com seus cantos, danças, instrumentos característicos como violas, pandeiros e caixas, e as vibrantes bandeiras bordadas, os grupos de foliões percorrem casas e espaços públicos, levando a mensagem de paz e renovação. No contexto do Museu Vassouras, essa celebração assume um significado ainda mais potente, atuando como um guardião da memória e um difusor de práticas culturais que correm o risco de se perderem com o tempo. A presença das Folias de Reis no museu não é apenas um esfile, mas um gesto simbólico de reconhecimento e valorização do patrimônio imaterial da região.

Jornadas de fé e tradição nos corredores do museu

A programação do evento foi meticulosamente organizada para proporcionar uma experiência imersiva na Folia de Reis. No dia 3 de janeiro, o público teve a oportunidade de testemunhar a imponência dos cortejos. A partir das 16h, a Jornada Jardim do Éden, sob a maestria de Rita de Cássia, iniciou seu percurso pelos espaços do museu. Com seus cânticos que narram histórias de devoção, acompanhados por violas, pandeiros e uma bandeira ricamente adornada que guiava os foliões, o grupo encantou os presentes, evocando a atmosfera mística e festiva da tradição.

Em seguida, às 17h, a Jornada Descendentes de Davi assumiu o protagonismo, liderada pelos carismáticos mestres Tiago Meirelles e Lelê. Este grupo deu continuidade ao cortejo, demonstrando a vitalidade e a força coletiva da Folia de Reis. A apresentação destacou não apenas a beleza dos rituais, mas também o diálogo essencial entre diferentes gerações de foliões, que se unem para manter viva essa herança cultural. A troca de experiências e a transmissão de saberes entre jovens e veteranos são pilares fundamentais para a perenidade da Folia, e foram evidenciadas de forma tocante durante as performances.

Patrimônio, educação e a voz da poesia

A proposta do Museu Vassouras para o encontro de Folias de Reis transcendeu a mera exibição dos cortejos, abrangendo atividades que aprofundaram a conexão entre o público e a tradição. O dia 4 de janeiro foi dedicado à educação patrimonial e à expressão artística, consolidando o evento como um espaço de aprendizado e interação.

Oficinas e a força da palavra falada

Entre 10h e 12h, o Educativo do Museu Vassouras promoveu a Oficina de Bandeiras de Folia. Aberta a visitantes de todas as idades, a atividade permitiu aos participantes explorar a confecção das bandeiras, que são elementos centrais das jornadas de Folia. Cada bandeira é um universo de símbolos religiosos, histórias familiares e marcas do território, representando a identidade e a jornada de cada grupo. A oficina estimulou a criação coletiva, o uso de materiais diversos e a troca de saberes, conectando o fazer manual às ricas memórias do Vale do Café. Foi um momento de aprendizado prático e sensível, onde a arte de criar bandeiras se revelou um ato de resgate cultural e de celebração da identidade local.

O encerramento do evento, às 16h, foi marcado pela Roda de Poesias dos Soldados da Divina Irmandade do Oriente. Neste encontro, a palavra falada se uniu à música e ao gesto, ampliando a experiência da Folia de Reis. A poesia, com sua capacidade de evocar sentimentos e narrativas, reforçou o caráter de transmissão oral e comunitária da tradição, permitindo que as histórias e valores da Folia fossem compartilhados de uma forma ainda mais íntima e expressiva. A combinação de elementos musicais, visuais e literários criou um ambiente de profunda imersão cultural, onde a Folia de Reis se manifestou em sua plenitude.

O Encontro de Folias de Reis no Museu Vassouras reafirmou, segundo a organização, o papel da instituição como um espaço vivo de escuta e circulação de culturas. Ao integrar cortejos, educação patrimonial e poesia, o museu fortaleceu vínculos com as comunidades locais e reconheceu a potência das manifestações populares que continuam a escrever a história de Vassouras e do interior do estado do Rio de Janeiro. Além da programação dedicada à Folia de Reis, o evento também incluiu a visita especial do artista Pandro Nobã às obras “Ao longe” e “Céu na Terra”, parte da exposição “Chegança”, promovendo um diálogo entre a arte contemporânea e as raízes da tradição.

Perguntas Frequentes

O que é a Folia de Reis e qual sua importância cultural?
A Folia de Reis é uma manifestação cultural e religiosa brasileira, celebrada entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, que homenageia os Três Reis Magos e sua jornada até Jesus. É um patrimônio imaterial importante, transmitido oralmente e geracionalmente, que envolve cantos, danças, instrumentos musicais e bandeiras, representando a fé, a cultura e a identidade das comunidades.

Por que o Museu Vassouras se dedica à Folia de Reis?
O Museu Vassouras, localizado no Vale do Café, tem um compromisso com a valorização e a preservação dos saberes populares e das expressões culturais que moldam a identidade da região. Ao sediar eventos como o encontro de Folias de Reis, o museu se estabelece como um espaço vivo para o diálogo, a educação patrimonial e o fortalecimento dos laços comunitários, garantindo a continuidade e o reconhecimento dessa rica tradição.

Quais tipos de atividades são oferecidas durante o evento de Folia de Reis no museu?
Além dos cortejos e apresentações das jornadas de Folia de Reis por diferentes grupos e mestres, o evento inclui atividades educativas, como oficinas de confecção de bandeiras de Folia, e rodas de poesia que exploram a oralidade e a narrativa ligadas à tradição. Essas atividades visam engajar o público de todas as idades e aprofundar a compreensão sobre o valor cultural da manifestação.

Acompanhe a programação do Museu Vassouras e descubra outras formas de mergulhar na rica cultura do Vale do Café. Visite o museu e torne-se parte dessa história viva!

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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