A febre dos álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026 trouxe não apenas a empolgação dos colecionadores, mas também uma explosão de golpes e falsificações em todo o país. Dados do Procon-SP revelam um aumento expressivo nas reclamações: de apenas 34 registros em abril para 512 em maio, um salto superior a 1.500%.
A principal queixa dos consumidores é a não entrega dos produtos comprados pela internet. Paralelamente, a empresa de cibersegurança Kaspersky identificou 164 sites fraudulentos que imitavam páginas oficiais de venda até meados de maio, ampliando os riscos para os colecionadores.
Entre aqueles que receberam os produtos, surgiram denúncias de figurinhas e álbuns falsificados. As irregularidades incluem cores alteradas, cortes desalinhados, pacotes montados manualmente e repetição excessiva de cromos. Também foram registrados casos de erros de fabricação, como álbuns com dezenas de páginas impressas de cabeça para baixo.
Especialistas orientam que os consumidores observem detalhes importantes antes da compra. Embalagens originais possuem acabamento metalizado e liso, enquanto versões falsificadas costumam utilizar papel mais grosso e áspero. A qualidade de impressão, os hologramas e a nitidez dos logotipos da Panini e da FIFA também ajudam a identificar possíveis fraudes.
Segundo especialistas em direito do consumidor, quem adquirir produtos falsificados ou não receber a mercadoria tem direito à troca, ao reembolso integral e, nas compras online, ao arrependimento em até sete dias após o recebimento.
As autoridades também intensificaram o combate à pirataria. Operações policiais realizadas em São Paulo e Minas Gerais resultaram em prisões e na apreensão de mais de 85 mil itens ilegais relacionados à Copa do Mundo.
Fonte: IG Notícias



