
Governo estuda ampliar renda, valor dos imóveis e reduzir juros da Faixa 4, enquanto especialistas apontam impactos sobre o FGTS e a política habitacional.
O governo federal estuda ampliar o alcance da Faixa 4 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), elevando o limite de renda familiar de R$ 13 mil para R$ 21 mil e aumentando o teto dos imóveis financiados de R$ 600 mil para R$ 1,2 milhão. A proposta também prevê a redução das taxas de juros e a criação de faixas intermediárias para diferentes perfis de renda.
Caso seja implementada, a medida representará a maior expansão já realizada no programa habitacional, criado em 2009 com o objetivo de facilitar o acesso da população de baixa renda à casa própria.
O plano prevê juros menores tanto para famílias da Faixa 3 quanto da Faixa 4. Enquanto esta última é financiada com recursos do Fundo Social do Pré-Sal, as demais utilizam recursos do FGTS, o que levanta discussões sobre possíveis impactos na rentabilidade e na sustentabilidade do fundo.
A proposta surge em um cenário de juros elevados no país e busca ampliar o acesso da classe média ao crédito imobiliário. Ao mesmo tempo, economistas divergem sobre os efeitos da expansão dos financiamentos subsidiados, especialmente em relação à política monetária, ao mercado imobiliário e ao controle da inflação.

Outro ponto do debate é o foco do programa. Dados do déficit habitacional mostram que a maior parte da demanda por moradia continua concentrada entre famílias de menor renda, público para o qual o Minha Casa Minha Vida foi originalmente concebido.
Fonte: Estadão



