Haddad promete usar IA na saúde, revisar contrato da Sabesp e modernizar segurança em SP

Tecnologia, gestão e revisão de contratos: Haddad apresenta propostas para mudar São Paulo.

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Candidato do PT ao governo paulista também comentou rejeição de 48% no Datafolha e apresentou propostas para educação e habitação

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14), em entrevista ao telejornal SP1, da TV Globo, que pretende usar inteligência artificial para reduzir filas na saúde, revisar contratos de concessões e privatizações e modernizar a segurança pública caso seja eleito.

Na saúde, Haddad prometeu modernizar a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) com IA. Segundo ele, a tecnologia poderá integrar informações de Samu, prontos atendimentos e leitos para tornar a gestão das filas mais eficiente. O candidato disse que pretende reverter, no primeiro ano de governo, a tendência de crescimento das filas, mas não apresentou uma meta numérica.

Haddad também defendeu hospitais-dia e afirmou que o número de unidades será reavaliado. Para as Santas Casas, propôs renegociar dívidas e criar uma central de compras, com economia estimada em R$ 1 bilhão.

Sobre a Sabesp, o petista disse que não pretende romper imediatamente o contrato de privatização. A proposta é revisar cláusulas, aplicar multas em caso de falhas e, se necessário, recorrer à Justiça. Ele também citou contratos da CPTM e do sistema free flow.

Na segurança, Haddad prometeu modernizar o registro de ocorrências, inclusive com a possibilidade de fazer boletins de ocorrência pelo WhatsApp. Também defendeu o uso de IA para analisar registros e orientar o patrulhamento e as investigações.

AgênciaModerna

Na educação, criticou o uso de plataformas digitais nas escolas estaduais, prometeu concursos para professores e afirmou que não pretende ampliar as escolas cívico-militares. Na habitação, propôs incentivar municípios do interior a criar áreas destinadas à moradia de interesse social.

Questionado sobre a rejeição de 48% apontada pelo Datafolha, Haddad afirmou que os índices estão elevados de maneira geral e atribuiu o cenário ao momento considerado difícil da política. Ele também criticou a gestão do governador Tarcísio de Freitas nas áreas de saúde, educação, segurança e finanças públicas.

Fonte: G1

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