
Rebeldes do Iêmen afirmam ter atingido embarcações com mísseis e drones, elevando riscos para o transporte global de petróleo e o comércio internacional.
Os rebeldes houthis, do Iêmen, afirmaram nesta quinta-feira (23) ter atacado dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho com mísseis e drones, em uma nova escalada do conflito regional. A ofensiva faz parte do bloqueio naval anunciado pelo grupo contra a Arábia Saudita e amplia os riscos para o abastecimento global de petróleo.
Segundo os houthis, a ação integra uma estratégia para interromper o fluxo marítimo saudita. Até o momento, autoridades da Arábia Saudita confirmaram danos a uma embarcação, enquanto a extensão dos prejuízos segue sendo avaliada.
O ataque ocorre dias após o grupo anunciar o bloqueio naval e em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A combinação dos confrontos no Estreito de Ormuz e das ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb coloca em risco duas das principais rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo e mercadorias entre a Ásia, a Europa e o Oriente Médio.
Analistas avaliam que a ofensiva pode agravar a crise energética internacional. Com o tráfego comprometido em Ormuz, parte das exportações sauditas vinha sendo redirecionada para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Caso o bloqueio dos houthis avance, restará como alternativa a rota pelo Canal de Suez, aumentando custos logísticos e o tempo de transporte.
Enquanto isso, Estados Unidos e Irã mantêm a troca de ataques e ameaças. O governo norte-americano intensificou as operações militares contra alvos iranianos, enquanto Teerã afirma ter atingido instalações militares dos EUA na região e ameaça impedir completamente o transporte de petróleo caso novos ataques atinjam sua infraestrutura.

O cenário aumenta a preocupação dos mercados internacionais diante da possibilidade de novos impactos sobre os preços da energia e o comércio global.
Fonte: Band Notícias



